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Simone Tebet alfineta Tarcísio: "Caiu de paraquedas

247 – Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) rebateu as críticas à sua mudança de domicílio eleitoral e afirmou que o governador Tarcísio de Freitas é

Simone Tebet alfineta Tarcísio: "Caiu de paraquedas

247– Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) rebateu as críticas à sua mudança de domicílio eleitoral e afirmou que o governador Tarcísio de Freitas é uma das autoridades com menos legitimidade para questionar sua ligação com o estado. “Ele caiu de paraquedas, porque nem residência tinha e teve que pedir emprestado um endereço para ser candidato”, declarou. A afirmação foi feita em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta sexta-feira (17).

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tebet deixou o cargo em abril para disputar uma das duas vagas paulistas ao Senado nas eleições de 2026. Sua candidatura havia sido anunciada após um pedido de Lula. Aos 56 anos, Tebet disputará pela primeira vez uma eleição fora de Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu e construiu toda a sua trajetória política.

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Também será sua primeira campanha fora do MDB, partido ao qual esteve filiada durante décadas. “A sede da minha campanha presidencial foi aqui, fiquei muito tempo em São Paulo. São 645 municípios, muitas regiões metropolitanas, mas eu sou do interior, então sei como funciona [o interior paulista], principalmente no noroeste paulista, que é muito semelhante ao interior de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Tebet responde às acusações de ser forasteira Questionada sobre os ataques feitos por adversários que a classificam como uma candidata de fora de São Paulo, Tebet dirigiu sua resposta diretamente a Tarcísio. “

Entre as autoridades, talvez [Tarcísio] seja o único que não tenha legitimidade para tratar do tema. Qualquer eleitor tem o direito de questionar, mas ele caiu de paraquedas, porque nem residência tinha e teve que pedir emprestado um endereço para ser candidato”, disse. A ex-ministra sustentou que mantém uma relação pessoal, familiar, acadêmica e eleitoral com o estado. Leia também: Botafogo: Danilo atinge limite e impede transferência para outro clube no Brasileirão

“Sempre me senti muito abraçada por São Paulo, porque nasci na divisa, meu marido é de Birigui, fiz mestrado aqui, minhas filhas fizeram faculdade e estão aqui há dez anos”, declarou. Tebet também argumentou que conhece especialmente o interior paulista, onde pretende concentrar parte importante de sua campanha. Segundo ela, há semelhanças econômicas e culturais entre o noroeste de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

“ Vive do agronegócio e os problemas locais têm muito mais peso, relevância e importância do que questões nacionais. O noroeste de São Paulo é muito parecido no plantio, da soja e na pecuária.

Há também a questão da imigração de japoneses e árabes, que é muito forte”, afirmou. Disputa pelas vagas de São Paulo no Senado A entrada de Tebet na disputa pelo Senado acrescenta um nome de projeção nacional à eleição paulista.

No levantamento Datafolha citado pela Folha, ela aparece com 16% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Marina Silva, também do PSB, que registra 18%. Na sequência aparecem Ricardo Salles, do Novo, com 13%; André do Prado, do PL, com 11%; e Guilherme Derrite, do PP, com 10%. Como São Paulo elegerá dois senadores em 2026, os eleitores poderão escolher dois candidatos.

Ao falar sobre uma possível disputa pelo eleitorado conservador e ligado ao agronegócio com Ricardo Salles, Tebet defendeu uma combinação entre produção agrícola, sustentabilidade, reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar. “ Defendo a sustentabilidade dentro do agronegócio, a reforma agrária em terras devolutas, em terras improdutivas, e consequentemente a agricultura familiar”, declarou. Mais de esporte

Segundo a ex-ministra, o médio e o grande agronegócio desempenham papel decisivo nas exportações, mas a produção dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros depende principalmente das pequenas propriedades. “Nós, do médio ou do grande agro, alimentamos muito pouco a população brasileira. Não é demérito, porque contribuímos com a balança comercial, mais voltados para a exportação, com exceção da carne.

Mas, quando falamos de hortifrúti, arroz e feijão, itens da cesta básica, a maioria vem da agricultura familiar”, afirmou. Polarização seria mais eleitoral do que social Tebet avaliou que a divisão política no país vem perdendo força no cotidiano da população, embora continue sendo explorada durante as campanhas eleitorais.

“Não são excludentes. A gente fica achando que o Brasil está dividido, mas essa divisão é eleitoral. No dia a dia, essa polarização está diminuindo”, disse. Leia também: Fábio Matias invicto no CRB: Técnico soma sete pontos e mira arrancada na Série B

Para ela, a resistência de setores do agronegócio à esquerda está relacionada a episódios históricos envolvendo ocupações e destruição de plantações, mas essa realidade teria mudado nos últimos anos. “É uma lembrança do passado, que é legítima, das invasões do MST em áreas produtivas, das destruições de cafezais e de laranjais aqui no interior de São Paulo. Mas isso ficou no passado, porque o movimento de luta por terra evoluiu com o diálogo, muito por insistência do próprio presidente”, afirmou.

Tebet acusou a extrema direita de utilizar essas lembranças para manter o setor rural mobilizado politicamente contra o campo progressista. “ A extrema direita utiliza isso sempre para reavivar a memória do agro.

A sensação que eu tenho é que interessa para alguns setores esse conflito, tanto da esquerda quanto da direita”, disse. “Sou centro-direita na economia” Na entrevista, Tebet voltou a se apresentar como uma política de centro, com posições econômicas mais conservadoras e visões progressistas nas questões sociais.

“Sou centro-direita na economia e centro-esquerda na pauta de costumes”, definiu. Ao comentar a declaração de Lula de que não seria um político de esquerda e teria maior tendência ao centro, Tebet afirmou que o presidente adaptou sua atuação às condições impostas pela democracia e pela composição do Congresso Nacional.

“ O Lula sindicalista era um homem de esquerda. Quando assumiu o poder, o Congresso era de centro e depois pendeu para a direita.

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