A morte de Oscar Schmidt, confirmada nesta sexta-feira (17), deixa uma legião de fãs entristecidos. E não apenas no Brasil, mas no mundo todo, por conta de sua vitoriosa carreira e recordes incríveis. Para italianos e espanhóis, por exemplo, Oscar é um grande ídolo, já que atuou por muitos anos no Caserta e Pavia, ambos da Itália, e depois no Valladolid, da Espanha.
Também por isso, ele foi homenageado por jornais dos países nesta triste sexta-feira. A Gazzetta Dello Sport, por exemplo, destacou que Oscar "fez o Caserta se tornar em um grande time". " Leia também: Planos do Santos para Neymar têm sequência decisiva e possível ausência contra o Palmeiras; veja planejamento jogo a jogo

Em nosso campeonato, Oscar se tornou um verdadeiro ícone, imparável. Tudo o que ele precisava fazer era levantar os braços e, com aquele arremesso rápido, a bola ia parar no fundo da rede. Em 11 temporadas entre Caserta e Pavia, ele marcou 13.957 pontos:
nenhum estrangeiro fez melhor", destacou a publicação. O La Repubblica fez parecido, mas enfatizou ainda que Oscar "é o único brasileiro no Hall da Fama". Na Espanha, o Jornal Marca citou que a "Confederação Brasileira de Basquete o saudou como um símbolo eterno e expressou sua gratidão por tudo o que ele representou dentro e fora das quadras" e destacou sua batalha contra o câncer: "um exemplo de determinação, coragem e amor à vida.

" Já o AS citou algumas das honrarias de Oscar Schmidt na carreira: "É o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Mais de esporte
Detém o recorde de pontuação olímpica (55 pontos contra a Espanha, em Seul 1988) e o recorde do Campeonato Mundial (52 pontos contra a Austrália, na Argentina, em 1990). Quatro clubes aposentaram sua camisa (Caserta, Pavia, Flamengo e Vizinhança). Na Espanha, na liga ACB, jogou pelo então Forum. Leia também: São Paulo promete pagar dívida, Justiça aceita e libera Porsche bloqueado de Arboleda

Jogou pelo Valladolid entre 1993 e 1995 e foi o maior pontuador do campeonato em 1994. " O L'Equipe, da França, opinou que "o mundo do basquete está de luto" e que Oscar "teve uma carreira excepcional".
Na Argentina, o Olé destacou o peso do ex-jogador no Brasil: " A notícia teve um impacto enorme no país, já que ele foi um ídolo para várias gerações, deixando um legado incrível", citando ainda que ele era o maior pontuador da história do basquete, e só foi superado recentemente por LeBron James.