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Sim, você terá que pagar uma assinatura para usar IA nos seus óculos

O plano Meta One Premium, que custa US$ 20 ao mês, dará acesso a 15 horas da ferramenta foco na conversa ao mês, enquanto a versão gratuita permite até três horas no

Sim, você terá que pagar uma assinatura para usar IA nos seus óculos
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom. Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Recurso foco na conversa amplifica a voz de uma pessoa específica usando IA embarcada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta anunciou que usuários dos seus óculos inteligentes terão que pagar uma assinatura para usar mais tempo do recurso de foco na conversa, que utiliza inteligência artificial para amplificar a voz de uma pessoa específica em ambientes barulhentos.
  • O plano Meta One Premium, que custa US$ 20 ao mês, dará acesso a 15 horas da ferramenta foco na conversa ao mês, enquanto a versão gratuita permite até três horas no mesmo período.
  • A assinatura também oferece acesso a recursos como suporte direto pelo dispositivo e possivelmente outros benefícios, como acesso a modelos mais recentes de IA.

A Meta vai passar a cobrar uma assinatura para usuários dos seus óculos inteligentes que quiserem aproveitar mais tempo com um dos recursos da inteligência artificial embarcada. O plano Meta One Premium, que custa US$ 20 ao mês (aproximadamente R$ 104 na cotação atual) vai dar acesso a 15 horas da ferramenta Foco na Conversa, enquanto a versão gratuita libera apenas três horas por mês.

A ferramenta de IA permite amplificar a voz de uma pessoa específica para facilitar a comunicação em situações em que há muito barulho, como em restaurantes e eventos de grande porte. Mas, como a própria Meta recomenda, o recurso não é indicado para “ambientes extremamente barulhentos”.

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A novidade foi anunciada silenciosamente em um artigo de ajuda no site da Meta. Disponível desde maio, a assinatura permite expandir o uso da ferramenta nos modelos Ray-Ban Meta e Oakley Meta HSTN. Por enquanto, os planos Meta One não têm previsão de lançamento no Brasil. Leia também: Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Faz sentido pagar por uma tecnologia embarcada?

Óculos inteligentes da Meta sobre uma superfície cinza. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Recurso de IA nos óculos inteligentes da Meta será limitado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um dos pontos que mais chamam a atenção nesse movimento da Meta é o fato de que a inteligência artificial que permite o funcionamento do recurso foco na conversa é diferente de um chatbot de IA como ChatGPT, Claude ou a própria Meta AI.

Aqui, a ferramenta reconhece a pessoa com quem o usuário está conversando e amplifica sua voz de forma completamente local, apenas pelo hardware do dispositivo. É como se você precisasse pagar uma assinatura para utilizar os novos recursos da Siri na câmera do iPhone, por exemplo.

Outras “vantagens” do plano Premium

A Meta fala ainda que o plano dá acesso a “recursos como o foco na conversa”, dando a entender que há mais vantagens para assinantes na hora de usar IA no seu óculos. No artigo divulgado pela empresa, essa é a única ferramenta citada, além do acesso ao serviço premium de suporte direto pelo dispositivo.

No mais, há benefícios em outras plataformas da Meta, como nas redes sociais com Instagram, Facebook e WhatsApp Plus, além de subsídios para uso de modelos mais recentes de IA para geração de vídeos e consultas. Considerando que a assinatura junta recursos oferecidos separadamente, a cobrança de US$ 20 pode fazer sentido para alguns usuários. Mais de tecnologia

Imagem mostra a tela de um celular mostrando uma conversa no WhatsApp. A parte superior da tela exibe o nome "João", a informação "visto por último hoje às 05:55", ícones de videochamada e chamada de voz, além de indicadores de sinal e bateria. A interface do WhatsApp é verde e branca. O fundo da imagem é verde claro e, na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
WhatsApp Plus é um dos planos pagos da Meta já disponíveis no Brasil, mas ainda em testes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No Brasil, o WhatsApp Plus já está disponível, saindo a R$ 7 por mês. Ainda em testes, a novidade dá acesso a benefícios como figurinhas com efeitos especiais, temas e ícones exclusivos, possibilidade de fixar mais conversas e outras opções de personalização. Leia também: Apple deve dar nova cara ao MacBook Pro de entrada

Considerando a conversão direta, o valor mensal é vantajoso para o usuário brasileiro, já que é mais barato em relação aos US$ 2,99 (R$ 15,58) cobrados nos Estados Unidos. O mesmo vale para o Instagram Plus, também oferecido por aqui por menos: R$ 10 contra US$ 3,99 (R$ 20,89).

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Escrito

Yuri Hildebrand

Yuri Hildebrand

Jornalista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e com experiência em jornalismo de Tecnologia. Ex-editor de Jogos & Esports e Informática & Eletrônicos no TechTudo, já cobriu eventos como CES, IFA, Summer Games Fest, entre outros, além de ter atuado como jurado no The Game Awards. Atualmente é apresentador de Ciência & Tecnologia da Rádio, além de autor no Tecnoblog.

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