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Shakira antes de Copacabana: estrela já fez show a R$ 5 em Uberlândia e foi jurada da Banheira do Gugu

Crédito, Kevin Winter/Getty Images for The Recording Academy Legenda da foto, Shakira em performance no Grammy, a premiação mais importante da música, em Los Angeles, em

Shakira antes de Copacabana: estrela já fez show a R$ 5 em Uberlândia e foi jurada da Banheira do Gugu
Shakira se apresenta no palco do Grammy com expressão intensa e olhar fixo, usando um figurino dourado brilhante que destaca o movimento do corpo; seus cabelos longos e ondulados caem sobre os ombros enquanto ela posa com um braço levantado sobre a cabeça, em meio a uma iluminação quente.

Crédito, Kevin Winter/Getty Images for The Recording Academy

Legenda da foto, Shakira em performance no Grammy, a premiação mais importante da música, em Los Angeles, em 2025
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    • Author, Pedro Martins
    • Role, Da BBC News Brasil em Londres
  • Há 42 minutos
  • Tempo de leitura: 8 min

Embora seu próximo show no Brasil, no próximo sábado (02/04), seja gratuito, Shakira hoje cobra até mil reais por um ingresso para suas apresentações tradicionais, reservadas às grandes arenas e estádios do país. Foi assim em sua última passagem pelo país, por Rio de Janeiro e São Paulo, em novembro passado.

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Esse valor pode chocar alguns fãs de longa data da artista, que assistiram às suas primeiras apresentações no Brasil, em 1997, quando ela se lançou ao mercado nacional. Na época, a colombiana chegou a fazer um show com ingressos a R$ 5 (o equivalente a R$ 43 em valores atuais).

Um anúncio dessa apresentação, que aconteceu em Uberlândia (MG), tem viralizado nas redes sociais desde quando ela foi anunciada como a próxima atração do projeto Todo Mundo no Rio, que promove, desde 2024, um megashow anual gratuito de uma estrela internacional nas areias da praia de Copacabana.

Legenda da foto, Anúncio de show de Shakira em Uberlândia por R$ 5 em 1997

O show em Minas Gerais em 1997 fez parte da Exposição Agropecuária do Camaru. Naquele ano, porém, a colombiana fez dezenas de apresentações parecidas pelo Brasil afora.

Ela cantou no Olympia, uma extinta casa de shows na capital paulista, no bairro da Lapa, com entradas a partir de R$ 30, mesmo valor cobrado para se apresentar no Moinho Santo Antônio, outro antigo espaço de eventos da cidade, na Mooca.

O preço dos ingressos desses eventos podem ser vistos no acervo da Folha de São Paulo, disponível no site do jornal, que à época publicou reportagens sobre as apresentações.

Se corrigidos pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), os R$ 5 e os R$ 30 que os fãs precisaram desembolsar para assistir à colombiana hoje seriam equivalentes a cerca de R$ 43 e R$ 257, respectivamente.

Os valores, na época, representavam 4,17% e 25% do salário mínimo vigente, de R$ 120. A comparação hoje seria muito diferente: o ingresso para a turnê Las Mujeres Ya No Lloran, no ano passado, equivalia a 66% da renda mínima — o que virou praxe para apresentações de estrelas globais no país. Mais de mundo

Esses shows faziam parte de uma estratégia para impulsionar Shakira no Brasil. Em 1996, ela já fazia muito sucesso na Colômbia, mas era pouco conhecida fora de lá.

Uma grande estrutura de palco em montagem à beira-mar, cercada por prédios residenciais ao fundo e um céu limpo e azul; no primeiro plano, há pilhas organizadas de blocos de piso, enquanto um trabalhador com capacete e colete refletivo caminha pelo espaço amplo ainda em preparação, ao lado de equipamentos, andaimes e torres metálicas.

Crédito, Antonio Lacerda/EPA/Shutterstock

Legenda da foto, Montagem do palco de Shakira na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

Receita do sucesso

Antes de comandar aquela que ficou conhecida como a maior pista de dança do mundo, em Copacabana, Shakira teve que rebolar. Literalmente. Leia também: Derrota de Lula é sem precedentes desde o século 19

Em um périplo pelo Brasil, com shows em dezenas de cidades e entrevistas em programas de rádio e televisão a perder de vista, não houve o que a artista não fizesse para conquistar os brasileiros.

Imagens do arquivo do SBT cedidas à BBC News Brasil mostram uma dessas entrevistas. Na Páscoa de 1997, a cantora participava do Domingo Legal, sob o comando de Gugu Liberato.

O apresentador, conhecido nos bastidores por seu anseio por audiência, pediu à colombiana para sambar, fazer a dança do ventre — que mais tarde se tornaria um elemento central em coreografias de hits como Hips Don't Lie — e aprender "a dança da bundinha", inspirada em A Dança do Bumbum, do grupo É o Tchan.

O apresentador Gugu, de terno claro e microfone vermelho, sorri para a câmera ao lado de Shakira, de roupa azul. Ao fundo, dançarinas vestidas de branco com detalhes em rosa aparecem em um estúdio iluminado do programa de auditório Domingo Legal.

Crédito, SBT

Legenda da foto, O apresentador Gugu Liberato ao lado da cantora Shakira no Domingo Legal em 1997

Isso tudo fazia parte da estratégia que a Sony Music havia criado. Além do carisma da artista, que também aprendeu a falar português, a gravadora contou com um investimento de US$ 2,8 milhões.

Parceira com a Jovem Pan

O executivo Luiz Calainho e a cantora Shakira sorriem para a câmera enquanto seguram um quadro emoldurado com a imagem promocional de um álbum da cantora.
Legenda da foto, Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music Brasil, ao lado de Shakira, em 1997
Shakira apontando com uma blusa prateada e branca
Legenda da foto, A cantora colombiana Shakira

Carisma e disposição

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