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Senador Magno Malta é acusado de agredir técnica de enfermagem em hospital

Parlamentar, que sofreu mal súbito, é alvo de boletim de ocorrência e verbal; ele nega as acusações e hospital apura o caso em Brasília.

Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na noite desta quinta-feira ( ), acusando o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão física e verbal durante um exame médico em um hospital de Brasília. O parlamentar havia sido internado após sofrer um mal súbito no Congresso Nacional e, segundo o relato da profissional, teria desferido um tapa em seu rosto e proferido xingamentos após um procedimento de contraste ter falhado.

Detalhes da Acusação e o Relato da Vítima

A técnica de enfermagem narrou às autoridades que, durante a realização de um exame com contraste no senador Magno Malta, o procedimento foi interrompido devido a uma oclusão na bomba, resultando no extravasamento do contraste no braço do parlamentar (G1). Ao entrar na sala para verificar o ocorrido e auxiliar o senador com uma compressão, ele teria se levantado e desferido um “tapa forte” em seu rosto, a ponto de entortar seus óculos (G1). Conforme o boletim de ocorrência, a profissional ainda relatou ter sido chamada de “imunda” e “incompetente” pelo senador, que teria recusado atendimento médico e de enfermagem após o incidente. Leia também: Apreensão de arma de Bolsonaro reduz chance de Moraes prorrogar prisão

A Versão de Magno Malta e o Contexto Parlamentar

Em nota inicial, o senador Magno Malta afirmou que houve uma “falha técnica” por parte da profissional de radiologia e que ele teria alertado sobre a incorreção do procedimento, sentindo “fortes dores” (G1). Posteriormente, em nova manifestação, o parlamentar negou a agressão, alegando ter deixado a sala de exames sozinho devido à situação e à forma como foi tratado. Malta disse que o episódio foi relatado à direção do hospital e à equipe médica, e que considera a atitude da técnica de registrar um boletim de ocorrência como uma “evidente atitude defensiva” diante de uma possível responsabilização (G1). O senador havia sido levado ao hospital após um episódio de pressão baixa no Congresso Nacional, onde participaria de uma sessão para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria (G1).

Apurações e Repercussão

O hospital onde o incidente ocorreu divulgou uma nota confirmando a abertura de uma apuração administrativa para investigar os fatos (G1). A unidade também assegurou estar prestando todo o suporte à colaboradora que relatou a agressão e se colocou à disposição das autoridades. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (COREN-DF) repudiou veementemente o ocorrido, reforçando que a atuação de profissionais de enfermagem não pode ser marcada por violência e que nenhuma posição ou condição justifica agressões (G1). O Conselho informou que está acompanhando o caso e ofereceu suporte à técnica envolvida, orientando o registro formal de situações de violência para que as medidas legais cabíveis sejam tomadas. Mais de politica

O que se sabe até agora

  • Uma técnica de enfermagem acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão física e verbal durante um exame médico em Brasília.
  • O incidente teria ocorrido na quinta-feira ( ) após um extravasamento de contraste no braço do senador.
  • O senador teria desferido um tapa no rosto da profissional e proferido xingamentos como “imunda” e “incompetente”.
  • Magno Malta nega a agressão, alegando falha técnica no procedimento e dores, e questiona a versão da técnica.
  • O hospital abriu uma apuração administrativa e oferece suporte à funcionária.
  • O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (COREN-DF) repudiou o ato e oferece apoio à técnica.

O episódio levanta um debate crucial sobre a segurança e o respeito aos profissionais de saúde no exercício de suas funções, bem como a conduta de figuras públicas. A Polícia Civil do Distrito Federal deverá investigar as circunstâncias da denúncia, enquanto o desdobramento da apuração administrativa do hospital e o acompanhamento do Conselho de Enfermagem serão essenciais para esclarecer o ocorrido e garantir a responsabilização, caso as acusações sejam confirmadas.

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