Desfile da Osklen na Rio Fashion Week 2026, no Palácio da Cidade do Rio de Janeiro - Ze Takahashi / @agfotosite
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Se metade dos looks que a Osklen desfilou na abertura da Rio Fashion Week nesta terça-feira chegar às lojas, será uma revolução para a marca. Isto porque a apresentação da grife carioca, tida pelo meio como um renascimento, trouxe o frescor e a vontade do novo pelo qual ela ficou conhecida no final dos anos 1990 e início da década de 2000.
Com a recuperação do controle da empresa pela família fundadora —depois de dez anos anos sob o comando das Havaianas, em que a Osklen virou uma marca de shopping genérica vendendo camiseta estampada e bermuda de praia—, a ideia é que a sua moda da mistura de fibras naturais com tecidos sintéticos volte a ter apelo.
Carol Trentini abriu o desfile com um conjunto de alfaiataria classudo, sem a cara de orla carioca comumente associada à marca, mais afeito ao luxo silencioso de peças discretas que tomou a moda global nos últimos anos. Era muito bonito, mas também um tipo de roupa que poderia ter sido criada por outras marcas. Leia também: Como o festival de música Coachella se tornou uma mina de ouro para as marcas
Os apliques de brilhos nos looks seguintes chamaram bem mais a atenção —pedrinhas reluzentes apareceram em peças de juta e numa roupa de mergulhador, como uma segunda pele colada no corpo dos modelos, além de adornarem vestidos transparentes e acessórios como cintos.
Não poderiam faltar as belas peças feitas com a pele do peixe pirarucu, uma assinatura da Osklen. O material apareceu em maxi bolsas, num casaco com capuz e até numa saia masculina —estas duas últimas destaques da coleção, que foi mostrada em modelos com os corpos brilhantes, como se estivessem suados.
Oskar Metsavaht, o diretor de criação e estilo da marca, que assina a nova temporada com seu filho Felipe, sustenta que a Osklen representa a moda de luxo brasileira, mas diante da massificação da etiqueta e da falta de criatividade que a assolou na última década fica difícil comprar este argumento por completo.
Independente disso, a julgar pelo desfile desta terça, a primeira vez da Osklen nas passarelas em oito anos, é possível enxergar a grife como um laboratório original de pesquisa têxtil, em que o linho convive com o neoprene e a ráfia, com o nylon. Houve também experimentação com as formas, com silhuetas grudadas no corpo ou, pelo contrário, esvoaçantes e amplas. Mais de entretenimento
A marca apresentou ainda seu novo logotipo, um ícone inspirado no desenho da calçada de Ipanema, que veio em forma de pulseira e colar. "Desfile é uma expressão cultural, de uma visão de moda, de um conceito, do estilo de um determinado criador", diz Metsavaht. Leia também: Alec Baldwin irá a tribunal civil por negligência com revólver no set de 'Rust'
Embora exista a intenção e o primeiro desfile desta retomada tenha sido promissor, só o tempo dirá se a Osklen vai reconquistar o posto que um dia teve de estrela da moda brasileira e de marca de luxo de fato.
O jornalista viajou a convite da Rio Fashion Week
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