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“Sem precedentes”: mercado repercute B3 fora do ar e impactos futuros

“Sem precedentes”: mercado repercute B3 fora do ar e impactos futuros para a Bolsa "Já vi dar problemas no final do dia, mas que não afetou a liquidação", disse um

“Sem precedentes”: mercado repercute B3 fora do ar e impactos futuros para a
“Sem precedentes”: mercado repercute B3 fora do ar e impactos futuros para a Bolsa
"Já vi dar problemas no final do dia, mas que não afetou a liquidação", disse um especialista em renda variável
B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

A volatilidade nos mercados americanos pode afetar a abertura do Ibovespa, que ainda não iniciou a sessão desta sexta-feira (31) Em meio a problemas técnicos, a B3 informou que abertura das negociações de vários serviços foi adiada nesta manhã, entre eles o pregão de ações, em decorrência de problemas técnicos ontem no processamento do pós-mercado, o que está trazendo atrasos no início das negociações.

A abertura está prevista para 12h30 (horário de Brasília), segundo a última atualização.

Leia no AINotícia: Economia: Panorama das Notícias do Dia

Operadores dizem se tratar de um aviso sem precedentes, pois todo o sistema de renda variável está fora do ar. “Já vi dar problemas no final do dia, mas que não afetou a liquidação”, disse um especialista em renda variável que pede anonimato.

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“Não lembro de ter dado problema nesse nível. Já vi o futuro abrir meia hora depois. Mas isso, de hoje, é novidade. Gera estresse, pois muda a rotina operacional dos operadores”, afirmou à Broadcast, Rubens Cittadin, especialista em renda variável da Manchester Investimentos.

A postergação é negativa, porque a etapa de liquidação é extremamente importante para as operações, mas não deve haver impacto financeiro aos clientes da Bolsa brasileira. A avaliação é de Bruno Takeo, estrategista da S4Consultoria de Investimentos. Leia também: Ao lado de Flávio, Tarcísio participa da convenção do Republicanos em São Paulo

Entre os fatores que podem influenciar o mercado no início do último pregão de julho do Ibovespa está a queda do minério de ferro e incertezas com a Vale (VALE3) após a divulgação do balanço do segundo trimestre. Além disso, a retomada da alta do petróleo realimenta preocupações inflacionárias e com juros elevados no mundo por mais tempo.

Há relatos de que o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC, na sigla em inglês) cogita suspender, por tempo indeterminado, as operações de óleo e o tráfego de navios-tanque até receber garantias de segurança de outros países.

Em dia de agenda esvaziada de indicadores, ficam no radar balanços e notícias corporativas. A Vale, por exemplo, teve lucro líquido atribuível de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre deste ano, recuo de 35% ante igual período de 2025. Na comparação trimestral, a companhia teve lucro 27% menor.

Já o Santander anunciou uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar o restante das ações em circulação da sua unidade brasileira (SANB11), oferecendo um prêmio de 15%. A decisão, na visão do consenso dos analistas ouvidos pela Broadcast, vem na esteira do fraco desempenho do segundo trimestre, reportado na quarta-feira.

Ainda sobre o adiamento da abertura de vários serviços na B3 hoje, Cittadini diz que outra questão é quanto a uma eventual ampliação do debate de entrada de novas bolsas no Brasil. “Abre brecha por competição. Afeta a credibilidade”, afirma. “Imagine uma empresa que não entrega o seu ‘core’ conforme o esperado. Desencadeia uma série de pensamentos que não se tem em dias de horários normais. O investidor conservador pode até não querer ir para a Bolsa.” Mais de economia

Na mesma linha, Danilo Coelho, economista, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela B7 Business School, considera que o episódio pode afetar a percepção de segurança dos investidores, principalmente estrangeiros. Para ele, falhas desse tipo reforçam uma visão negativa sobre a infraestrutura do mercado brasileiro.

“Infelizmente isso acaba deixando os investidores mais inseguros, principalmente os investidores internacionais, que já olham para o Brasil como um mercado emergente. Essas falhas operacionais não deveriam ocorrer. Acredito que deveria haver sistemas paliativos para permitir a abertura da bolsa em situações como essa”, afirmou.

Devido à postergação no horário de abertura, as posições de clientes e bancos, inclusive as posições compradas, estão desatualizadas, enquanto não houve ainda liquidação de ações no mercado à vista da B3, que ocorre em D+2. “Está meio caótico”, afirma Cittadin. Leia também: Antigo prédio da Manchete em São Paulo é leiloado por R$ 36 milhões

O alongamento do início das negociações pode gerar debates quanto ao grau de confiança dos agentes na B3 e reduzir o fluxo financeiro da instituição, mas não de clientes, conforme Cittadin. Paralelamente, diz que o evento pode diminuir a receita da Bolsa brasileira.

“O único ponto é: se houver impacto financeiro, seria para quem só consegue operar em determinado horário, no caso, nesta manhã”, afirma o especialista da Manchester.

Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos, na máxima intradia, acumulando valorização de 2,98% em julho, depois de quatro meses de queda. Na semana, o avanço é de 1,79%.

(com Estadão Conteúdo)

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Equipe InfoMoney

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