Renan Santos, do Missão, anuncia Aroldo Medina como vice em chapa à Presidência
Ler matéria → Sem alianças, chapa pura do PSD à Presidência limita fundo eleitoral e tempo de TV de Caiado
Escolha de Gilberto Kassab como vice na chapa presidencial de Ronaldo Caiado, anunciada nesta quarta-feira (1º), define candidatura puro-sangue do PSD. Especialista cita concentração de intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro como possível empecilho para atrair e fechar alianças.
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O PSD definiu Gilberto Kassab como vice na chapa pura do pré-candidato Ronaldo Caiado para a eleição presidencial. A falta de alianças limita os recursos e o tempo de TV.
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Em 2026, o PSD receberá R$ 421 milhões do fundo eleitoral. Esse montante vale para campanhas presidenciais, governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados.
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Sem coligações oficiais com outras siglas, o PSD possui direito a 55 segundos de propaganda eleitoral na televisão. O tempo aumenta conforme a adesão de novos partidos parceiros.
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O PSD tentou aproximações com Romeu Zema do Novo e com a federação entre União Brasil e Progressistas. Contudo, as negociações não obtiveram sucesso até o momento.
Caiado anuncia Kassab, presidente do PSD, como vice na chapa à Presidência Leia também: Em manifestação enviada aos EUA, Flávio pede suspensão da aplicação de tarifas
O PSD definiu Gilberto Kassab como pré-candidato a vice-presidente ao lado de Ronaldo Caiado. O partido forma uma chapa "puro-sangue" para a eleição de outubro, sem conseguir a adesão de outros partidos- até o momento.
A ausência de interessados em uma aliança impacta tanto nos recursos para a campanha quanto no tempo de propaganda para Caiado. Caso consiga a união com outras siglas, os valores e tempos de rádio e TV do PSD seriam somados com os parceiros.
Em 2026, o PSD receberá R$ 421 milhões do fundo eleitoral. Os números valem tanto para a eleição presidencial quanto para as disputas pelos governos estaduais e por vagas no Senado e na Câmara dos Deputados- a divisão do valor depende da decisão de cada partido.
Outro cálculo diretamente ligado à união ou não de partidos em alianças é o de propaganda de TV. O PSD tem direito a 55 segundos nesta eleição, caso lance uma chapa sozinho. O tempo aumenta a cada nova sigla que aderir ao projeto. Mais de politica
"A coligação é muito mais interessante porque ela não só agrega força política como agrega recurso para a campanha", avalia Fernando Schüler, cientista político e professor do Insper.
Para o especialista, o cenário de uma polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) desde o 1º turno está entre os fatores que dificultam o avanço e fortalecimento de outras candidaturas (leia mais abaixo), além de interferir no apoio local dentro dos próprios partidos fora dessa dualidade. Pesquisa Datafolha de 20 de junho mostra Lula com 41% das intenções de voto contra 31% de Flávio, no 1º turno. Os demais candidatos não passam de 3% cada.
Ronaldo Caiado (à esq) cumprimenta Gilberto Kassab (à dir) em anúncio do PSD— Foto: Alexandre Gajardoni/PSD
Chapa pura limita recursos e tempo de propaganda
Pelas regras eleitorais, a escolha do nome do vice, por si só, não altera os recursos da campanha nem o tempo de propaganda no rádio e na televisão. No entanto, mantém no patamar básico de cada sigla. Leia também: A soberania nacional se decide na amazônia
Estes cálculos são baseados no tamanho dos partidos ou federações que compõem a chapa. Isso é medido pelo número de deputados federais eleitos pelos partidos (as chamadas bancadas): quanto maior a bancada, mais recursos e tempo (leia mais, abaixo, sobre os critérios de propaganda eleitoral).
Ou seja: se Caiado concorre pelo PSD com Kassab ou com outro vice do próprio PSD, os recursos e o tempo de TV são os mesmos. A conta só muda se outro partido entrar formalmente na coligação- mudando ou não a chapa para um vice dessa nova sigla aliada.
O PSD tentou aproximações com Romeu Zema, presidenciável do Novo, sem obter sucesso. Com três deputados federais, o partido soma 4 segundos de rádio e TV, além de R$ 37 milhões do fundo eleitoral.
Outra tentativa ocorreu com a federação entre União Brasil (59 deputados) e Progressistas (47 deputados), partidos que somam 5 minutos e 27 segundos de propaganda eleitoral e R$ 943 milhões do fundo eleitoral em 2026.
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