Michelle: de primeira-dama vista como trunfo à briga com filhos de Bolsonaro
Ler matéria →Iranianos recebem com festa membros da seleção do Irã após retorno da Copa do Mundo, em Teerã— Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via Reuters
Música, cânticos e ramos de flores: centenas de torcedores receberam em festa os jogadores da seleção iraniana nesta quarta-feira (1º), em seu retorno a Teerã, apesar da eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo, torneio marcado pelo conflito com os Estados Unidos.
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"Irã, Irã!", cantavam os torcedores, muitos deles crianças acompanhadas pelos pais. Alguns deles agitavam bandeiras do país, e muitos também vestiam camisas do 'Team Melli'. Leia também: EUA aplicam primeiras sanções contra rede acusada de ligação com PCC
Nunca antes um país-sede do Mundial havia recebido uma seleção contra a qual mantinha um conflito aberto, e essa hostilidade marcou os preparativos para o torneio.
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Muitos dos torcedores exibiam fotos do goleiro Alireza Beiranvand, que se tornou um herói nacional graças às suas defesas durante o empate em 0 a 0 contra a Bélgica, na segunda rodada do Grupo G do Mundial.
Apesar desse resultado contra o favorito da chave, o Irã foi eliminado, terminando com um retrospecto de três empates em três jogos. Mais de mundo
Desculpas públicas
A seleção iraniana manteve-se com chances de classificação até o final da fase de grupos, sonhando em avançar como uma das melhores terceiras colocadas, mas acabou desclassificada após um empate decidido no último minuto entre Argélia e Áustria.
"Merecíamos ir mais longe, mas eles dificultaram a nossa tarefa", lamentou o lateral-direito Ramin Rezaïan, referindo-se aos Estados Unidos, coanfitrião da Copa do Mundo e país que, ao lado de Israel, atacou o Irã em 28 de fevereiro, desencadeando uma guerra no Oriente Médio. Leia também: Michelle: de primeira-dama vista como trunfo à briga com filhos de Bolsonaro
A participação do Irã ficou incerta até pouco antes da competição, e a equipe mudou sua base de concentração de última hora, optando por ficar em Tijuana (México) em vez de Tucson (Arizona, Estados Unidos).
O governo americano negou a concessão de vistos a vários membros da delegação iraniana, principalmente autoridades, incluindo o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, ex-integrante da Guarda Revolucionária, organização classificada como grupo terrorista por Washington.
A seleção persa se sentiu "maltratada" em diversas ocasiões durante sua campanha na Copa do Mundo e criticou duramente as restrições impostas que limitavam seu tempo em solo americano, depois de ter sido obrigada a viajar na véspera de seus dois primeiros jogos, fazendo trajetos de ida e volta entre México e Estados Unidos em menos de 24 horas e causando desgaste físico aos jogadores.
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