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Com a proximidade do ciclo eleitoral e a preocupação crescente entre os brasileiros, a segurança pública se consolidou como um dos principais temas da disputa de 2026.
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O avanço da violência para o topo das preocupações do eleitorado alterou a estratégia das campanhas e forçou candidatos a apresentar propostas mais concretas para o combate ao crime organizado.
A mudança de cenário aparece em pesquisas recentes. Levantamento Genial/Quaest divulgado em abril mostrou a segurança como o principal problema do país para os brasileiros, ampliando a pressão sobre o governo Lula e favorecendo candidaturas que tradicionalmente ocupam esse espaço no debate político.
O tema deixou de ser tratado apenas como responsabilidade dos estados e o eleitor passou a cobrar também ações federais, especialmente em áreas como facções criminosas, tráfico internacional, sistema prisional e inteligência policial. Leia também: Investimento do iFood na Daki vai para investimento em IA e expansão geográfica
Nesse cenário, Lula tenta reduzir uma fragilidade histórica do PT, enquanto nomes da oposição exploram discursos de endurecimento penal e fortalecimento das forças de segurança. Veja abaixo as principais propostas dos pré-candidatos*.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O governo Lula decidiu transformar a segurança pública em uma das vitrines do último ano antes da eleição. Nesta semana, o presidente lançou o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, com previsão de R$ 11 bilhões em investimentos.
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O plano foi estruturado em quatro eixos: asfixia financeira das facções, reforço do sistema prisional, aumento da taxa de resolução de homicídios e combate ao tráfico de armas.
O governo também tenta ampliar o papel da União no setor por meio da PEC da Segurança Pública, que está parada no Senado. A proposta prevê maior integração entre estados e governo federal, além da constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Mais de economia
Nesta semana, Lula afirmou que só criará um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.
Nos bastidores, integrantes do PT reconhecem que o governo demorou para reagir ao tema. A avaliação é que a esquerda perdeu espaço na segurança pública nos últimos anos e precisa reconstruir credibilidade na área.
O tema também entrou na agenda internacional do presidente. Após encontro com Donald Trump, Lula afirmou ter pedido ajuda dos Estados Unidos para extraditar criminosos brasileiros que vivem em Miami. Leia também: JBS Terminais ganha destaque após novo desdobramento em a jbs terminais está
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Analistas avaliam que a aproximação com Trump ajudou a neutralizar parte do discurso da oposição sobre segurança e crime organizado.
Flávio Bolsonaro (PL)
Pré-candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro pretende concentrar sua plataforma de segurança no endurecimento da legislação penal. Em manifestações recentes, o senador já defendeu a redução da maioridade penal, restrição de benefícios para condenados por crimes graves, ampliação do sistema prisional e reforço das forças de segurança.
Outro eixo da proposta envolve integração nacional de bancos de dados, inteligência policial e monitoramento de fronteiras, portos e aeroportos.
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Ronaldo Caiado (PSD)
Romeu Zema (Novo)
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