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Segurança é destaque em debates para governos estaduais, diz Quaest

João Pedro Pitombo Salvador O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Minas Gerais, realizado neste domingo (16) pela TV Bandeirantes, teve Mateus Simões

Segurança é destaque em debates para governos estaduais, diz Quaest
João Pedro Pitombo
Salvador

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Minas Gerais, realizado neste domingo (16) pela TV Bandeirantes, teve Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) no ataque, Flávio Roscoe (PL) discreto e Cleitinho (Republicanos) adotando um tom conciliador.

O debate focou temas locais, sem replicar a polarização nacional, mas houve espaço para críticas ao presidente Lula (PT) que partiram do governador Mateus Simões e acenos a Flávio Bolsonaro (PL) vindos do senador Cleitinho, que lamentou não ter viabilizado o apoio do PL.

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Cinco homens em pé atrás de púlpitos azuis com logotipo branco participam de debate em estúdio com fundo escuro e iluminação azul. Um mediador está à esquerda, sentado em púlpito semelhante.
A partir da esq., Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD), candidatos ao governo de Minas Gerais, durante debate na Band Candidatos ao governo de MInas Gerais participam de debate na TV Bandeirantes - Reprodução / TV Band

Temas como adesão de Minas Gerais ao Progag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), as condições das rodovias e a situação das forças de segurança do estado deram o tom das discussões.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil disse que a adesão ao Propag tornou o estado ingovernável, criticou o governo Romeu Zema (Novo) e defendeu uma renegociação.

Cleitinho, ao tratar do mesmo tema, defendeu que os termos do acordo sejam discutidos com o governo federal, independentemente de quem seja o presidente. Também classificou o programa como um mal necessário, comparando com um câncer que demanda um tratamento de quimioterapia. Leia também: TSE veta acesso de Marçal a fundos eleitoral e partidário e participação

"Não adianta brigar com o governo federal, apontar o governo e ficar brigando", disse o senador, em um tom que manteria até o final do debate.

Gabriel Azevedo, que foi vereador em Belo Horizonte, defendeu uma revisão dos subsídios dados a grandes empresas. Já empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, também defendeu a renegociação do acordo.

No embate direto entre os candidatos, Mateus Simões questionou Alexandre Kalil sobre propostas para combater o feminicídio e ouviu críticas do adversário, que ironizou a pergunta: "Você está em Nárnia? Você é o governador e mantém a polícia mais mal paga do país".

Simões respondeu afirmando que nomeou mulheres para comandar as forças policiais do estado, mas Kalil retrucou o adversário: "Colocar comandante mulher não é cuidar de mulher".

Ao discutir a proposta de privatização da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Gabriel Azevedo disse que os governos de Zema e Simões lotearam os cargos da estatal e citou indiretamente o ex-secretário Marcelo Aro (PP), ao mencionar "um político em Minas que tem um sobrenome que rima com [o banqueiro Daniel] Vorcaro". Mais de politica

Ao debater a situação das rodovias de Minas Gerais, Simões voltou a atacar o governo Lula ao citar as condições das estradas federais. E ironizou os candidatos de partidos alinhados ao presidente, os chamando de "consórcio do atraso".

Gabriel Azevedo criticou os projetos de mineração na serra do Curral, prometendo a criação de um parque metropolitano na região. Em resposta, Flávio Roscoe falou em preservação da serra, mas afirmou que há excesso de burocracia na mineração. Leia também: Política: Panorama das Notícias da Semana

Cleitinho, que liderou pesquisa Quaest divulgada em julho, foi questionado sobre a proposta de deixar de apreender veículos por atraso no pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), e seu impacto na arrecadação dos municípios. Ao comentar a resposta, Mateus Simões adotou um tom de cautela: "Entendo o desejo de redução de imposto, mas isso vai demandar responsabilidade."

O senador, Simões e Roscoe, que disputam uma parcela do voto bolsonarista, adotaram um tom cordial quando tiveram um embate direto.

Cleitinho fez críticas pontuais ao ex-governador Romeu Zema, enquanto Kalil e Gabriel foram mais incisivos nos ataques ao governo Simões. Nenhum dos candidatos presentes fez referência ao presidente Lula em tom positivo.

O deputado federal Patrus Ananias (PT), que também concorre ao Governo de Minas, tinha confirmado participação no debate, mas não compareceu. Ele foi para São Bernardo do Campo (SP) acompanhar o lançamento da campanha do presidente Lula à reeleição.

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