"Assim que fiz os ajustes, me senti mais confortável", analisa Aliassime
Ler matéria →Quando Asprilla acertou um chute preciso de fora da área para o Bolívar e balançou a rede defendida por Rafael aos 15 minutos do segundo tempo, todo o Morumbis pensou: de novo? O São Paulo, pressionado por decepções recentes, desta vez resistiu e mudou o cenário pessimista.
Sete minutos depois, de pênalti, Calleri voltou a colocar o São Paulo à frente do placar para tranquilizar os pouco mais de 42 mil torcedores nas arquibancadas do Morumbis. Sabino, de cabeça, marcou o terceiro para garantir a classificação tricolor às quartas de final da Sul-Americana. Desta vez, sem frustrações.
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Na noite em que voltou a vencer depois de três meses, com três empates e três derrotas, o São Paulo superou seus traumas para jogar bem e dominar o Bolívar durante a maior parte da partida. O placar poderia ter sido ainda mais elástico, mas é preciso considerar o contexto de pressão sobre o elenco e a comissão técnica. São Paulo x Bolívar- Oitavas da Sul-Americana- Morumbis— Foto: Marcos Ribolli Assim como na partida de ida, que terminou 1 a 1, em La Paz, na Bolívia, Dorival Júnior escalou o São Paulo com uma linha de três zagueiros em diversos momentos do jogo. Leia também: Procura-se volantes volta ao centro do debate na temporada
Newton, Domingos Duarte e Sabino formaram o trio quando o time tinha a posse de bola. Sem a posse, formava-se uma linha de cinco, também com os dois laterais. E deu certo.
Com mais liberdade para atacar, os laterais chegaram diversas vezes ao campo ofensivo. Iago, inclusive, iniciou a jogada do primeiro gol com um bom passe para Danielzinho, que cruzou na cabeça de Luciano. Buta, mesmo com diversas dificuldades técnicas, também chegou à área do Bolívar.
Sabino- São Paulo x Bolívar- Oitavas da Sul-Americana— Foto: Marcos Ribolli As mudanças que mais surtiram efeito, porém, foram no meio de campo. Nesta formação, Danielzinho foi o primeiro volante, e Marcos Antônio jogou mais aberto pela esquerda.
Pela direita, Artur atuou "colado" na linha lateral, com Buta mais centralizado, espelhado com Marcos Antônio. Luciano e Calleri, mais à frente, tiveram liberdade para flutuar e se aproximar para tabelar e chegar à área. Mais de esporte
Foi assim que o São Paulo criou suas principais jogadas, com a aproximação de seus atacantes e o avanço dos volantes. Foi assim que Danielzinho avançou para cruzar para o camisa 10 abrir o placar. O São Paulo, apesar do gol sofrido no início do segundo tempo, foi melhor do que o Bolívar. Leia também: Atuações da Ponte volta ao centro do debate na temporada
Dominou o adversário na maior parte da partida e conseguiu evitar que as poucas idas dos bolivianos ao ataque se tornassem uma pressão desnecessária diante da diferença de qualidade entre os dois elencos. Agora, o São Paulo precisa levar o mesmo espírito para o Campeonato Brasileiro. Já são nove jogos sem vitória na principal competição da temporada, desempenho que fez o time ter uma queda livre na tabela de classificação.
A equipe é a 13ª colocada, com 27 pontos, a apenas quatro da zona de rebaixamento. No domingo, às 18h30, encara a lanterna Chapecoense, que tem apenas 11 pontos. O jogo será disputado na Arena Condá.
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