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Samsung alerta para escassez severa de memória RAM em 2027

Samsung alerta para escassez severa de memória RAM em 2027 Impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, demanda global deve superar a capacidade de produção nos

Samsung alerta para escassez severa de memória RAM em 2027

Samsung alerta para escassez severa de memória RAM em 2027 Impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, demanda global deve superar a capacidade de produção nos próximos anos.

Impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, demanda global deve superar a capacidade de produção nos próximos anos. A Samsung alertou que a indústria global de semicondutores pode enfrentar uma “severa escassez de suprimentos” a partir de 2027. Segundo a empresa, o ritmo de expansão da infraestrutura voltada à inteligência artificial está pressionando a cadeia de produção de uma forma que o setor não deve conseguir absorver no curto prazo.

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O executivo Kim Jaejune reforçou o alerta durante uma conferência com analistas nesta quinta-feira (30/04), quando afirmou que o desequilíbrio entre oferta e demanda previsto para o ano que vem deve ser ainda maior do que o projetado para 2026. De acordo com a Reuters, a Samsung já começou a fechar contratos plurianuais vinculativos com clientes interessados em garantir o fornecimento futuro de componentes. O principal fator é a disputa global por infraestrutura de IA. Leia também: Nova era? A ciência das ‘canetas emagrecedoras’ e por que elas podem baratear

Para atender empresas como a Nvidia, a Samsung e outras fabricantes vêm direcionando uma parcela crescente da capacidade produtiva para chips mais avançados, como as memórias de alta largura de banda (HBM). Segundo a agência, em fevereiro, a companhia iniciou a produção em massa da HBM4, desenvolvida para a plataforma Vera Rubin, da Nvidia. O movimento acompanha o boom de investimentos em data centers, mas afeta a oferta de memórias convencionais, como as utilizadas em computadores, servidores e smartphones.

Jaejune afirmou que o tempo necessário para construir novas fábricas (lead time) impede que a produção acompanhe a velocidade dos investimentos anunciados por empresas como Microsoft, Alphabet e Amazon, que já indicaram a manutenção de gastos elevados com infraestrutura de IA nos próximos anos. Os efeitos desse movimento já começaram a aparecer em outras áreas que a Samsung atua, de acordo com a Reuters. A divisão de dispositivos móveis, por exemplo, registrou queda de 35% no lucro operacional no primeiro trimestre deste ano, resultado que a empresa atribui ao aumento no custo de componentes essenciais.

A baixa segue o esperado por analistas de mercado desde o começo deste ano. Segundo a firma de análise Counterpoint Research, há uma estimativa de diminuição nas vendas de celulares na casa dos 12% em relação ao ano passado. A divisão de displays — uma das principais fornecedoras de telas do mercado, aparecendo em dispositivos como os da Apple — também apresentou um recuo: 20% nos ganhos com a pressão na cadeia de suprimentos. Mais de tecnologia

A tendência, segundo a companhia, é que a rentabilidade de produtos eletrônicos continue pressionada enquanto a produção de memórias seguir priorizando o mercado de data centers. A empresa já começou a reajustar os preços das linhas de smartphones e tablets internacionalmente, incluindo nos Estados Unidos, região que costuma ter valores estáveis. Não há grande expectativa de que os valores melhorem para o consumidor final antes de 2028.

Contrariamente aos resultados das divisões mobile, a operação de semicondutores da Samsung registrou um lucro recorde de US$ 36,1 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões). O valor significa um salto de 49 vezes em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado respondeu por 94% de todo o lucro operacional da companhia no período. Leia também: Como assistir a filmes com amigos online? Veja 4 serviços de watch party

Ao mesmo tempo, a empresa monitora riscos internos que podem agravar ainda mais a oferta global de semicondutores. Conforme reportado durante essa semana, na Coreia do Sul, sindicatos avaliam a possibilidade de uma greve em meio a negociações salariais. Representantes dos trabalhadores afirmam que uma paralisação poderia causar impactos “astronômicos” e afetar imediatamente a produção global.

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