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SAF Botafogo defende Textor e pede reconsideração de ordem que o afastou

A SAF do Botafogo está se constituindo no maior escândalo da história do futebol brasileiro e deve ter repercussões importantes na forma de fazer o esporte por aqui

SAF Botafogo defende Textor e pede reconsideração de ordem que o afastou

A SAF do Botafogo está se constituindo no maior escândalo da história do futebol brasileiro e deve ter repercussões importantes na forma de fazer o esporte por aqui. Não pensem, no entanto, que a prática de comprar e não pagar é uma exclusividade de John Textor. A direferença é que ele exagerou, e ganhou.

A supervalorização do modelo de SAF no Brasil tinha, até ontem, o Botafogo como um exemplo de sucesso. Desde a chegada de John Textor, o tradicional e histórico clube carioca de Garrincha e Nilton Santos, deixou o ostracismo para conquistas de Copa Libertadores e Brasileiro na mesma temporada, com um time caro e cheio de estrelas. O pedido de Recuperação Judicial, ferramenta jurídica que visa evitar a falência, da SAF do clube, no entanto, escancarou os meandros de uma grande farsa.

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São quase R$ 2 bilhões em dívidas, sendo que a grande maioria em compras de jogadores. Se estivéssemos diante de um ambiente não apaixonado, o Botafogo fecharia as portas e os responsáveis teriam vergonha de deixar as suas casa e caminhar com normalidade na rua. Precisamos dizer, no entanto, que comprar e não pagar é uma prática comum do futebol brasileiro, e que tem em Grêmio e Inter também exemplos importantes. Leia também: Memphis some do sistema da FPF, mas Corinthians confia em novo contrato

A expressão " quanto custa um rebaixamento? "

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, por exemplo, serviu, por anos, de salvaguarda para compras absurdas serem pagas por dezenas de anos, e fracassos, dos nossos clubes. A desculpa do superendividamento sob a égide dos prêmios por conquistas também foi algo comum por aqui. A diferença clara, no entanto, entre as relações da dupla Gre-Nal e o escândalo do Botafogo é que o endividamento dos nossos clubes é pagável, e o do clube carioca, não.

A RJ pedida pelos cariocas é o exemplo máximo dessa diferença. O resumo disso é que existe uma grande fragilidade na relação apaixonada dos torcedores e da responsabilidade sobre a perenidade dos clubes. O exemplo da SAF do Botafogo expõe o futebol brasileiro e a sua credibilidade. Mais de esporte

Comprar para ganhar, ou não perder, mesmo sabendo que não se tem como pagar é correto? Qual é o preço do resultado? Perguntas que devastam a cabeça dos torcedores e precisam ser respondidas para entendermos o caminho que vamos seguir. Leia também: instituto nacional do seguro social: o impacto imediato para a temporada

Ser correto é uma escolha, mas a definição do que é correto não é unanimidade. John Textor humilhou o futebol brasileiro e tudo será diferente a partir de agora. Quem defende a bandeira de um clube de futebol precisa pensar nisso.

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