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Crédito, VK/Kyakhtinsky District
- Author, Olga Ivshina
- e
- Author, Anastasia Platonova & Sophia Volyanova
- Role, BBC News Rússia
- Published Há 31 minutos
- Tempo de leitura: 7 min
"Ele estudou sobre drones por três meses— e, mesmo assim, o lançaram em um ataque frontal, direto para o moedor de carne", disse Oksana Afanasyeva, mãe adotiva de Valery Averin.
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O jovem de 23 anos está entre os primeiros estudantes russos cuja morte na Ucrânia foi confirmada após ele se alistar como parte de uma nova campanha de larga escala para recrutar jovens de universidades e faculdades para as unidades de drones da Rússia.
"Ele nunca havia sequer servido ao exército", lamentou Afanasyeva.
A campanha para incentivar estudantes de universidades, faculdades técnicas e escolas profissionalizantes a assinarem contratos com o exército começou no início deste ano, à medida que a Rússia buscava manter seu esforço de guerra pelo quinto ano de conflito. Leia também: Bairro 'brasileiro' 'respira' na Copa após cerco de Trump
A iniciativa concentrou-se especialmente naqueles que enfrentavam dificuldades acadêmicas ou que cogitavam fazer uma pausa nos estudos.
As unidades de drones foram apresentadas como uma via de atuação de elite e com tecnologia avançada na guerra.
Averin cresceu em um orfanato no leste da Sibéria até ser acolhido por uma família adotiva, aos 11 anos. Quando foi recrutado pelo exército, ele cursava o último ano na Escola Técnica Republicana de Construção da Buriácia.
No início de abril, ele ligou para a mãe adotiva para avisar que estava sendo enviado para um local "sem sinal [de telefone]" e pediu que ela não se preocupasse.
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Inicialmente, ele disse que havia viajado para ganhar dinheiro trabalhando na Wildberries, um site varejista russo.
Mas a mãe ficou chocada ao descobrir que ele havia assinado um contrato militar e concluído o treinamento como operador de drones. Leia também: As fotos de celebridades e fãs no casamento de Taylor Swift e Travis Kelce
"Ele me disse: 'Nada vai acontecer comigo, vai ficar tudo bem'."
Uma semana depois, em 8 de abril, ela soube que Averin havia morrido em um ataque de morteiro perto de Luhansk, no leste da Ucrânia, área ocupada pela Rússia.
Vladislav Gorbunov, um jovem de 18 anos da pequena cidade de Unecha— situada a 70 km ao norte da fronteira com a Ucrânia —, morreu em 6 de abril, quatro meses após assinar o contrato.
Ele havia estudado construção e manutenção ferroviária na Escola Técnica Estadual de Tecnologias Setoriais e Transportes de sua região e foi inicialmente enviado para uma unidade de assalto de infantaria na linha de frente, antes de ser transferido para uma unidade de operadores de drones.
Rakhim Abdullin havia se matriculado na Faculdade de Mineração de Kumertau para se qualificar como soldador dois anos antes, mas seus estudos não prosperaram.

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