← Notícias
1 pessoa lendo agora Notícia

Royalties do petróleo ganha destaque após novo desdobramento em começou no supremo o julgamento sobre a distribuição dos royalties de petróleo. a discussão no plenário do stf - supremo tribunal

Começou no Supremo o julgamento sobre a distribuição dos royalties de petróleo

Royalties do petróleo ganha destaque após novo desdobramento em <p>começou no supremo o julgamento sobre a distribuição dos royalties de petróleo. a discussão no plenário do stf - supremo tribunal federal envolve uma lei aprovada pelo congresso em 2012 que mudou profundamente a distribuição do pagamento de royalties e participações especiais sobre a exploração de recursos naturais como petróleo e gás; e ampliou de forma significativa a participação de estados e municípios não produtores na divisão dos recursos. o estado do rio de janeiro – principal produtor – questionou a constitucionalidade da lei.</p> <p>em 2013, a ministra cármen lúcia suspendeu os efeitos das novas regras. atualmente, a união e os estados e municípios produtores recebem uma fatia maior do bolo. essa divisão leva em conta o texto constitucional que prevê a necessidade de compensação financeira pela exploração, para que a população não arque com os riscos e danos característicos dessa atividade e, também, como compensação pelos impactos sociais.</p> <p>o texto aprovado em 2012 estabelece que o percentual dos royalties e participações especiais diminua após um período de transição de sete anos. já estados não produtores passarão a receber uma fatia consideravelmente maior do dinheiro. a mudança teria impacto principalmente para os estados do rio, espírito santo e são paulo.</p> <p>o rio de janeiro, sozinho, responde por 86% da produção nacional de petróleo e 76% da produção de gás natural. o estado e seus municípios seriam os mais prejudicados, com perdas estimadas em r$ 21 bilhões por ano. nesta quarta-feira (6), os ministros começaram o julgamento que vai definir se essa mudança é constitucional.</p> <p>a sessão começou com a leitura do relatório pela ministra cármen lúcia: “ algumas dezenas de audiências, manifestações e quase uma centena de memoriais de documentos foram anexados aos autos, ao realçar o relevo da matéria, sensível ao pacto federativo e aos interesses republicanos de todas as pessoas no país”. depois, os representantes do rio, espírito santo, são paulo e advocacia-geral da união falaram e defenderam que a lei de 2012 é inconstitucional e compromete o pacto entre os estados.</p> <p>em nome do rio, o procurador gustavo binenbojm defendeu que a lei traz prejuízo bilionário aos estados e municípios produtores de petróleo: “ para o estado do rio de janeiro e para os municípios fluminenses impactados, a subsistência dessa lei 12.734, ainda que com efeitos meramente prospectivos, é simplesmente fatal. a lei 12.734 de 2012 é um exemplo típico de perde-perde, onde se tira muito de poucos estados e municípios produtores e se entrega pouquíssimo aos não produtores.</p> <p>ou seja, se decreta quebra dos estados e municípios produtores e não se resolve o problema de nenhum estado ou município não produtor”. a procuradora inês coimbra, de são paulo, argumentou que o congresso desvirtuou a essência do que diz a constituição: “</p> <p>o artigo 20, parágrafo primeiro, da constituição federal assegura aos estados e municípios afetados pela exploração de petróleo o direito à participação no resultado dessa atividade econômica ou à correspondente compensação financeira. o congresso nacional possui competência para disciplinar aspectos regulatórios da atividade petrolífera e os mecanismos de arrecadação dessas receitas. o que não lhe é dado fazer – e foi o que foi feito – é alterar a própria essência compensatória estabelecida pelo artigo 20 da constituição, porque essa titularidade, constitucionalmente atribuída aos entes impactados, não é mera opção legislativa”, diz inês coimbra, procuradora de são paulo.</p> <p>royalties do petróleo: procurador do rj afirma que mudança na lei seria fatal para finanças do estado — foto: jornal nacional/ reprodução em seguida, representantes de 21 estados e de municípios favoráveis à lei de 2012 se manifestaram. defenderam que a mudança corrige desigualdades ao redistribuir riquezas da união para todos os entes federativos.</p> <p>“ o federalismo fiscal brasileiro exige uma melhor distribuição nesse sentido. e os impactos sociais não são tão bons assim, não.</p> <p>ao contrário. a pgr já trouxe que a excessiva concentração não traz melhorias sociais. e a redistribuição, foi dito que essa redistribuição não traria, traria pouco dinheiro para o restante da federação.</p> <p>errado. seria uma grande conquista”, afirma ricardo hermany, consultor jurídico da confederação nacional dos municípios. após as sustentações de advogados e procuradores, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (7), com os votos dos ministros.</p> <p>a primeira a se manifestar será a relatora, ministra cármen lúcia.</p>

Começou no Supremo o julgamento sobre a distribuição dos royalties de petróleo. A discussão no plenário do STF - Supremo Tribunal Federal envolve uma lei aprovada pelo Congresso em 2012 que mudou profundamente a distribuição do pagamento de royalties e participações especiais sobre a exploração de recursos naturais como petróleo e gás; e ampliou de forma significativa a participação de estados e municípios não produtores na divisão dos recursos. O estado do Rio de Janeiro – principal produtor – questionou a constitucionalidade da lei.

Em 2013, a ministra Cármen Lúcia suspendeu os efeitos das novas regras. Atualmente, a União e os estados e municípios produtores recebem uma fatia maior do bolo. Essa divisão leva em conta o texto constitucional que prevê a necessidade de compensação financeira pela exploração, para que a população não arque com os riscos e danos característicos dessa atividade e, também, como compensação pelos impactos sociais.

Leia no AINotícia: Lula e Trump Se Encontrarão na Casa Branca Nesta Quinta-feira

O texto aprovado em 2012 estabelece que o percentual dos royalties e participações especiais diminua após um período de transição de sete anos. Já estados não produtores passarão a receber uma fatia consideravelmente maior do dinheiro. A mudança teria impacto principalmente para os estados do Rio, Espírito Santo e São Paulo.

O Rio de Janeiro, sozinho, responde por 86% da produção nacional de petróleo e 76% da produção de gás natural. O estado e seus municípios seriam os mais prejudicados, com perdas estimadas em R$ 21 bilhões por ano. Nesta quarta-feira (6), os ministros começaram o julgamento que vai definir se essa mudança é constitucional. Leia também: coquimbo unido

A sessão começou com a leitura do relatório pela ministra Cármen Lúcia: “ Algumas dezenas de audiências, manifestações e quase uma centena de memoriais de documentos foram anexados aos autos, ao realçar o relevo da matéria, sensível ao pacto federativo e aos interesses republicanos de todas as pessoas no país”. Depois, os representantes do Rio, Espírito Santo, São Paulo e Advocacia-Geral da União falaram e defenderam que a lei de 2012 é inconstitucional e compromete o pacto entre os estados.

Em nome do Rio, o procurador Gustavo Binenbojm defendeu que a lei traz prejuízo bilionário aos estados e municípios produtores de petróleo: “ Para o estado do Rio de Janeiro e para os municípios fluminenses impactados, a subsistência dessa lei 12.734, ainda que com efeitos meramente prospectivos, é simplesmente fatal. A lei 12.734 de 2012 é um exemplo típico de perde-perde, onde se tira muito de poucos estados e municípios produtores e se entrega pouquíssimo aos não produtores.

Ou seja, se decreta quebra dos estados e municípios produtores e não se resolve o problema de nenhum estado ou município não produtor”. A procuradora Inês Coimbra, de São Paulo, argumentou que o Congresso desvirtuou a essência do que diz a Constituição: “

O artigo 20, parágrafo primeiro, da Constituição Federal assegura aos estados e municípios afetados pela exploração de petróleo o direito à participação no resultado dessa atividade econômica ou à correspondente compensação financeira. O Congresso Nacional possui competência para disciplinar aspectos regulatórios da atividade petrolífera e os mecanismos de arrecadação dessas receitas. O que não lhe é dado fazer – e foi o que foi feito – é alterar a própria essência compensatória estabelecida pelo artigo 20 da Constituição, porque essa titularidade, constitucionalmente atribuída aos entes impactados, não é mera opção legislativa”, diz Inês Coimbra, procuradora de São Paulo. Mais de noticia

Royalties do petróleo: procurador do RJ afirma que mudança na lei seria fatal para finanças do estado — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Em seguida, representantes de 21 estados e de municípios favoráveis à lei de 2012 se manifestaram. Defenderam que a mudança corrige desigualdades ao redistribuir riquezas da União para todos os entes federativos.

“ O federalismo fiscal brasileiro exige uma melhor distribuição nesse sentido. E os impactos sociais não são tão bons assim, não. Leia também: Câmara aprova PL dos minerais críticos com governo forte e sem veto prévio

Ao contrário. A PGR já trouxe que a excessiva concentração não traz melhorias sociais. E a redistribuição, foi dito que essa redistribuição não traria, traria pouco dinheiro para o restante da federação.

Errado. Seria uma grande conquista”, afirma Ricardo Hermany, consultor jurídico da Confederação Nacional dos Municípios. Após as sustentações de advogados e procuradores, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (7), com os votos dos ministros.

A primeira a se manifestar será a relatora, ministra Cármen Lúcia.

coquimbo unido
Noticia

coquimbo unido

Ler matéria →

Leia também