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Rodrigo Bacellar aparece com codinome 'Barba' em planilhas de bicheiro

Rodrigo Bacellar aparece com codinome 'Barba' em planilhas de bicheiro e recebeu quase R$ 4 milhões Ex-presidente da Alerj teria recebido três pagamentos em depósitos

Rodrigo Bacellar aparece com codinome 'Barba' em planilhas de bicheiro e
Rodrigo Bacellar aparece com codinome 'Barba' em planilhas de bicheiro e recebeu quase R$ 4 milhões

Ex-presidente da Alerj teria recebido três pagamentos em depósitos realizados em espécie. Preso, Adilsinho chamava os políticos corruptos como "clientes".


  • Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, teria recebido quase R$ 4 milhões do bicheiro Adilsinho, segundo apurado pelo blog. Ele era citado com o codinome "Barba" conforme planilhas apreendidas com o grupo criminoso.

  • O bicheiro registrava os políticos corruptos como "clientes" em suas planilhas. Bacellar teria recebido os pagamentos sempre em espécie em três parcelas.

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  • Nesta quinta-feira (2), a PF deflagrou a 5ª fase da Operação Unha e Carne. O pastor Márcio Poncio foi preso na ação.

  • O ministro Alexandre de Moraes expediu mandados de prisão, busca e apreensão. Ele determinou o sequestro de bens de até R$ 22 milhões.

O ex-presidente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), recebeu quase R$ 4 milhões em pagamentos do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, segundo apurou o blog.

O codinome "Barba" aparece em planilhas do grupo criminoso e seria usado para identificar os pagamentos ao ex-presidente da Alerj. Como informado pelo blog, o nome do ex-governador Cláudio Castro (PL) aparece na lista de Adilsinho.

  • R$ 2 milhões, em julho
  • R$ 925 mil, em agosto;
  • e R$ 1 milhão, em setembro.

A investigação identificou que o bicheiro chamava os políticos corruptos como "clientes" e que detalhava tanto de pagamentos em espécie como por transferências ou depósitos bancários em seus registros. O "Barba" teria recebido valores sempre em espécie.

A defesa do contraventor nega as acusações. Mais de politica

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Operação da PF

A PF deflagrou nesta quinta-feira (2) a 5ª fase da Operação Unha e Carne, em que prendeu o pastor Márcio Poncio. Também há mandados contra Adilsinho Bacellar. Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados, e o ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.

Adilsinho está na cadeia desde fevereiro. O contraventor, apontado como “capo da Máfia do Cigarro” no RJ, já tinha escapado de ao menos duas ofensivas da PF.

➡️ Como o g1 mostrou em 2024, a Máfia do Cigarro controlava, na época, ao menos 45 dos 92 municípios do Rio de Janeiro. Nesses lugares, só os maços produzidos pela quadrilha podiam ser vendidos.

Na Operação Smoke Free, de novembro de 2022, a PF encontrou as listas de políticos em um dos endereços de Adilsinho— a TV Globo apurou que são pelo menos 25. Os documentos estavam dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama do bicheiro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu os três mandados de prisão e outros de 14 de busca e apreensão— o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi um dos alvos.

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