Julgamento do assassinato de Tupac Shakur começa 30 anos após o crime
Ler matéria →A estreia de Juliette Lewis nos palcos da Broadway, no papel da criada Magenta, foi o primeiro chamariz da atual montagem de "Rocky Horror Show ", musical criado pelo ator e dramaturgo neozelandês Richard O'Brien, hoje com 84 anos, levado aos palcos pela primeira vez em 1973
. E ela, que já não está mais no elenco, cumpriu lindamente seu papel. Com voz potente e presença de palco magnética, mostrava, ao vivo, por que foi escolhida tantas vezes para personagens intensos e excêntricos, além de demonstrar seu talento como cantora.
Leia no AINotícia: Entretenimento: Panorama da Semana com Música, Cinema e Notícias Políticas
Indicada ao Oscar por "Cabo do Medo", a atriz é vocalista e líder da banda de punk rock "Juliette and the Licks" desde 2003.
Era como sea sua trajetória peculiar tivesse chegado ao destino perfeito com essa versão de "Rocky Horror Show". Mas o grande acontecimento desta montagem é o ator galês Luke Evans, o vaidoso Gaston do live-action de " A Bela e a Fera", que encarna o ET cientista bissexual e travesti Frank-N-Furter, o protagonista do musical.
Evans leva o espetáculo ao auge com um trabalho ousado, sexy e inesquecível. O ator, porém, deixará o elenco no final do mês, com uma última apresentação marcada para o dia 23. A partir daí, ao menos até 29 de novembro, quando a temporada deve chegar ao fim, o papel principal será de Jake Shears, vocalista da banda Scissor Sisters. Leia também: Entretenimento: Panorama da Semana com Música, Cinema e Notícias Políticas
Outra presença marcante é a da comediante Rachel Dratch, de "Saturday Night Live", que nesta montagem faz a narradora da história, guiando a plateia e ensinando os passos da dança " The Time Warp". Na versão para os cinemas, lançada em 1975, o personagem era masculino, uma das poucas mudanças em relação ao original.
Instalado no histórico Studio 54, teatro que foi um clube noturno lendário entre os anos 1970 e 1980, onde cultura pop, exagero, moda e transgressão faziam parte do cardápio, o musical encontrou seu lar. É muito simbólico ver a obra de O'Brien ali, com espectadores vestidos como seus personagens favoritos ou com looks inspirados na trupe de Frank-N-Furter. É um público, afinal, que também quer ser visto, como acontece há décadas em sessões da meia-noite da versão cinematográfica.
E não há brilho que baste aos visuais enfeitados com espartilhos, saltos altos, meias-calças arrastão e maquiagem carregada. É como se palco e plateia tivessem feito um pacto de irreverência. Quanto mais, melhor.
Poucas obras resistiram tão bem ao tempo quanto Rocky Horror. O musical estreou em Londres em 1973, virou filme dois anos depois e, após fracassar nas bilheterias, renasceu com sessões semanais, à meia-noite, que uniram gerações em cidades como Nova York, Londres, Paris e Sydney. A interação do público foi incorporada ao DNA da obra, e cada apresentação é um acontecimento diferente. Mais de entretenimento
A nova montagem não abre mão deste patrimônio. Pelo contrário —é fiel ao texto original, mesmo quando o rumo da história se torna uma sucessão de absurdos e a trama abandona qualquer compromisso com a lógica, sem perder a coerência. Só os mal informados esperam verossimilhança de "Rocky Horror
Show ".
Se bem que pode ser um programa bem engraçado entrar no Studio 54 por acaso, sem saber nada do que está ocorrendo, e dar de cara com o cientista maluco que cria um homem perfeito, o tal Rocky. Seria até metafórico, já que a trama parte justamente de um casal jovem e careta, que fura um pneu numa estrada escura e encontra o castelo iluminado onde vivem os doces e perversos alienígenas. O revival de Rocky Horror Leia também: Mariah Carey anuncia show extra de Natal em SP; veja como comprar ingressos
não para por aí. No ano que vem, o longa será transformado numa experiência imersiva na Sphere, a casa de shows redonda e mais tecnológica de Las Vegas. Diferentemente da montagem em cartaz na Broadway, será uma reinterpretação do filme de 1975.
O longa estrelado por Tim Curry, Susan Sarandon e Barry Bostwick será adaptado para a tela enorme que envolve toda a plateia, com imagens remasterizadas, recursos de inteligência artificial, efeitos sonoros tridimensionais e estímulos sensoriais desenvolvidos especialmente para o espaço. A proposta segue o modelo inaugurado pelo Sphere com " O Mágico de Oz", no ano passado, e que segue sendo exibido.
Em vez de refilmar ou substituir atores, a tecnologia amplia e recria a experiência original. A expectativa é transportar para a Sphere o clima participativo que fez de "The Rocky Horror Picture Show" um grande filme cult.
Ou seja, se a vida te levar para Manhattan ainda este ano, ou para Las Vegas no ano que vem, reserve uma noite para mergulhar nessa adorável insanidade. É uma cura imediata para qualquer problema, ao menos por uma hora e cinquenta minutos. Comentários
Leia também no AINotícia
- Julgamento do assassinato de Tupac Shakur começa 30 anos após o crimeEntretenimento · 4h atrás
- Tamara Klink se desculpa por pedir que leitores deixem de comprar o seu livroEntretenimento · 12h atrás
- Ja Rule, Belo e Ludmilla são atrações do Suhai Festival Interlagos; vejaEntretenimento · 12h atrás
- Sheron Menezzes retorna às novelas da Globo: "Achei que a hora era agora"Entretenimento · 4h atrás


