Incêndio em Panificadora de Marabá: Gerente Resgatado
Ler matéria →Três dias após um temporal devastador que atingiu Ribeirão Preto (SP) e cidades vizinhas na última sexta-feira (24), a região avança na recuperação com a retomada gradual dos serviços essenciais. A ala vermelha da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) voltou a operar nesta segunda-feira (27), e o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido para a maioria dos usuários, embora mais de mil unidades consumidoras ainda aguardem a normalização em Ribeirão Preto e Guariba.
Restabelecimento de Energia e Cenário Regional
Os trabalhos de restabelecimento do fornecimento de energia elétrica continuam intensos na região. A CPFL Paulista informou que, em Ribeirão Preto, 1.169 unidades consumidoras permanecem sem energia, o que corresponde a 0,33% do total de clientes da cidade. Em Guariba (SP), um dos municípios mais impactados pelo temporal, cerca de 3,8 mil clientes ainda aguardam o restabelecimento completo. A empresa destaca que, nos demais municípios afetados, como Taquaritinga, Pradópolis e Dumont, as ocorrências são pontuais e equipes de campo trabalham na regularização.
O temporal causou interrupções significativas não apenas na energia, mas também em setores como água, telefonia, internet e estações de rádio, evidenciando a extensão dos estragos. A Prefeitura de Ribeirão Preto mobilizou equipes para a remoção das mais de 250 árvores que caíram na sexta-feira devido à força dos ventos, que atingiram cerca de 70 km/h na cidade. Em Pradópolis, por exemplo, foram registradas rajadas de 122 km/h.
Hospital de Urgência Reabre e Atendimento Normalizado
Uma das notícias mais aguardadas pela população é a retomada das operações da ala vermelha da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) de Ribeirão Preto. O local havia sido comprometido na sexta-feira, quando o forro cedeu durante a tempestade. Oito pacientes precisaram ser realocados, sendo um para o Hospital do Campus (HC Campus) da Faculdade de Medicina da USP, três para o Hospital Estadual de Ribeirão Preto e quatro para outras alas da própria Unidade de Emergência. Leia também: Incêndio em Panificadora de Marabá: Gerente Resgatado
Em apenas 72 horas, uma força-tarefa garantiu a reconstrução da área. Ricardo Cavalli, superintendente da Faculdade de Medicina, afirmou que todos os trabalhos no HC foram restabelecidos, com ambulatórios, centros cirúrgicos e exames operando normalmente. Já nesta segunda-feira, um paciente pôde ser encaminhado para a ala vermelha para continuar seu tratamento.
Investigação da Tempestade e Próximos Passos
A força da tempestade levantou questões sobre a sua natureza. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou, nesta segunda-feira, que está realizando uma análise detalhada dos eventos. O instituto não descarta a hipótese de microexplosão (microburst) ou tornado, mas ainda não é possível determinar, de forma conclusiva, qual processo atmosférico ocorreu em Ribeirão Preto, dada a natureza altamente localizada do fenômeno.
Os estragos do temporal também resultaram em uma fatalidade: um homem de 75 anos faleceu no Jardim Salgado Filho, em Ribeirão Preto, após a estrutura ao lado de sua casa ceder e atingir o imóvel enquanto ele dormia. Diante do cenário, o prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), decretou estado de emergência. A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, que havia emitido um alerta de chuva forte e ventos na madrugada de sexta-feira, continua em campo, realizando vistorias e o levantamento completo dos danos.
O que se sabe até agora
- A ala vermelha do HC-UE de Ribeirão Preto voltou a operar 72 horas após o temporal.
- Em Ribeirão Preto, 1.169 unidades consumidoras (0,33%) ainda estão sem energia; em Guariba, são 3,8 mil clientes.
- A Prefeitura de Ribeirão Preto removeu mais de 250 árvores caídas.
- Ventos de cerca de 70 km/h foram registrados em Ribeirão Preto, e 122 km/h em Pradópolis.
- O Inmet investiga se o fenômeno foi uma microexplosão ou tornado.
- Um homem de 75 anos morreu em Ribeirão Preto devido à queda de estrutura.
- O prefeito Ricardo Silva decretou estado de emergência.
Perguntas frequentes
Qual a situação atual da energia elétrica em Ribeirão Preto?
A CPFL Paulista informa que o fornecimento de energia foi restabelecido para a maioria dos usuários, mas 1.169 unidades consumidoras (0,33%) em Ribeirão Preto e 3,8 mil clientes em Guariba (SP) ainda aguardam a normalização completa dos serviços. Mais de noticia
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto está funcionando normalmente?
Sim, a ala vermelha da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) de Ribeirão Preto voltou a operar nesta segunda-feira (27), após ser reconstruída em 72 horas. Os ambulatórios, centros cirúrgicos e exames também já estão funcionando normalmente.
O que causou o temporal em Ribeirão Preto e qual a velocidade do vento?
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está analisando detalhadamente a causa da tempestade e não descarta a hipótese de microexplosão ou tornado. Em Ribeirão Preto, as rajadas de vento atingiram cerca de 70 km/h, enquanto em Pradópolis foram registradas rajadas de 122 km/h. Leia também: Moisés Natal Souza: Jovem de 21 anos está desaparecido em Aparecida de Goiânia
Quais ações as autoridades estão tomando para auxiliar a população?
O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), decretou estado de emergência. A Prefeitura mobilizou equipes para a retirada das mais de 250 árvores caídas, e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil está em campo, realizando vistorias e levantamento dos danos.
A reconstrução e o restabelecimento dos serviços essenciais são prioridades para as autoridades e empresas, que seguem mobilizadas para normalizar a vida da população e minimizar os impactos de um dos temporais mais intensos já registrados na região. A investigação sobre a natureza exata do fenômeno atmosférico é fundamental para compreender e aprimorar as estratégias de prevenção e resposta a futuros eventos climáticos extremos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.





