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O Clara Art, único hotel do país dentro de um museu a céu aberto, o Inhotim, inaugura neste mês de agosto a maior expansão desde sua inauguração, com um investimento de R$ 59,3 milhões.
O hotel que tem apenas 46 acomodações e passará a contar com 76, com a estreia da Ala Galeria, um novo prédio 100% acessível, próximo às áreas comuns do resort, pensado para aumentar volume de hóspedes e receber pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e famílias com crianças pequenas. São 30 novos quartos que ficam no complexo localizado dentro de Inhotim.
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Taiza Krueder, CEO do Clara Resorts, afirma que a expansão deve ser a principal responsável pelo crescimento de 21% da operação em 2026, que conta com mais dois resorts o Clara Dourado e Clara Ibiúna, ambos em São Paulo.
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“O tamanho do Clara Art praticamente vai dobrar e estamos investindo também em ampliar os espaços para eventos, focados em poucos convidados e clientes premiuns”, explica a executiva. Na unidade de Ibiúna estão sendo construídos novos salões para receber eventos completos, incluindo aniversários, bodas e reuniões corporativas, com o objetivo de aumentar a ocupação durante a semana e de forma mais perene ao longo do ano.
Com mais de 260 mil hóspedes em 2025, a taxa de ocupação média do grupo é de 74,5%, sendo que o Clara Art tem a maior taxa com quase 80% de ocupação ao longo do ano. O patamar é alto considerando o segmento de luxo, que geralmente trabalha com menos quartos e margens mais altas. Leia também: Flávio Bolsonaro: “estou mais do que preparado” para assumir o comando do País
“Acreditamos na qualidade do que entregamos. Temos pensão completa, monitoria e atividades para todas as idades, música ao vivo todo, Starbucks à vontade, entre outras coisas. Oferecemos uma experiência completa e próxima à natureza. Muitas vezes pagar um hotel e fazer atividades separadas custa mais caro para muitas famílias”, avalia a CEO.
Ela ressalta que a operação dos resorts é cara, o que também reflete no preço final para os hospedes.
A diária mais barata é a da unidade de Dourado, por a partir de R$ 2.988. Seguida pelo Clara Ibiúna, por R$ 3.295. No Clara Art, uma noite custa a partir de R$ 4.094. Os valores consideram duas pessoas e permitem parcelamento em até 8x sem juros. A suíte presidencial no Arte pode ser reservada por R$ 6.928.

“Temos uma média de dois colaboradores por quarto. É um negócio caro. Queremos entregar um serviço com segurança. Temos todo um ecossistema invisível funcionando para que o hóspede se sinta bem e não se preocupe com nada”, diz Krueder. Mais de economia
Segundo ela, esse cuidado com o hóspede é o que fideliza. Na visão dela muitas famílias vêm substituindo destinos internacionais por opções mais perto de casa. “Nosso clube fidelidade hoje conta mais de 60 mil famílias ativas na base e promovemos uma série de benefícios durante o ano como campanhas com a Mastercard para gerar milhas e damos presentes para quem visita as três unidades do grupo”, explica a CEO.

O luxo é “feito à mão”
Taiza afirma que a classificação de “resort de luxo” nunca foi o objetivo e que o segredo é fugir da lógica da industrialização e grande escala. “O que sempre pensamos foi em oferecer a melhor experiência possível: comida caseira, proximidade com a natureza, atenção, mais conexões com o mundo real e acolhimento para o hóspede enquanto ele estiver conosco. O verdadeiro luxo hoje é feito à mão”, avalia.
No Clara Art, por exemplo, a hospedagem inclui pensão completa, com quatro refeições diárias que vão da horta orgânica à “Cozinha Show”, onde pratos à la carte são preparados diante dos hóspedes, além de opções vegetarianas e veganas preparadas com ingredientes orgânicos. Leia também: Estrangeiro volta à Bolsa em julho, mas eleições podem frear fluxo no 2º
Na área que será inaugurada esse mês, a acessibilidade é um dos pilares do projeto. Toda a Ala Galeria tem quartos que seguem o conceito de acessibilidade adaptável: os recursos de apoio são instalados de acordo com a necessidade de cada hóspede, antes do check-in, em uma hospitalidade sob medida que acolhe diferentes perfis e graus de mobilidade.
“Crescer dentro do Inhotim é um compromisso com um padrão que já existe: cada novo espaço precisa dialogar com a arte, com a natureza e com o cuidado que já define o Clara Arte. Não é só aumentar o número de quartos, é ampliar a forma como os hóspedes vivem essa experiência”, afirma Taiza Krueder, CEO do Clara Resorts.

O futuro
O Clara Resorts não tem planos de aquisições ou expansões no curto prazo. “Quero fazer o que já faço muito bem feito. Depois podemos pensar em evoluir mais. Trabalhei muitos anos com restaurantes. Um deles deu errado e começou a sugar o lucro dos outros. Não quero isso para os hotéis. Os desafios de empreender no Brasil são grandes ainda mais em um ano de eleição”, afirma Taiza.
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Giovanna Sutto
Minhas Finanças
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Economia
Responsável pelas estratégias de distribuição de conteúdo no site. Jornalista com 7 anos de experiência em diversas coberturas como finanças pessoais, meios de pagamentos, economia e carreira.
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