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Renan xinga Lula e Flávio e fala em "matar quem roubar"

Renan lança candidatura ao Planalto com críticas a Lula e aos Bolsonaros Congresso do Missão em São Paulo anunciou também candidatos para disputa de nove governos

Renan xinga Lula e Flávio e fala em "matar quem roubar"

Renan lança candidatura ao Planalto com críticas a Lula e aos Bolsonaros Congresso do Missão em São Paulo anunciou também candidatos para disputa de nove governos estaduais, livro com propostas e centro de estudos Com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro, Renan Santos foi oficializado candidato do Missão em ato político na Zona Leste da capital paulista neste sábado (1º).

" Nós não somos a negação do PT, nós não somos antipetistas; nós não somos como outros ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais só para dizerem: 'vejam só, eu sou o oposto do Lula'. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera.

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E é por isso que ambos têm que ir para a lata de lixo da história, juntos", afirmou. Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:- Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano- Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal- Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo- Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil, com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades- Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas. O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.

Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões– equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio. Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais.

Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados– seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado. O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal— Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.

No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão. A legenda também usou o Congresso do Missão deste sábado para lançar uma versão atualizada do chamado “Livro Amarelo”, documento em que compila suas análises de conjuntura e propostas. Foi ainda anunciado um centro de estudos nomeado “Instituto Livro Amarelo”. Mais de noticia

O programa de governo indica que Renan, se eleito, apresentará uma "PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição" que vai prever um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031 e impor cortes de despesas como desindexação de benefícios e desvinculação de pisos. Quem é Renan Santos Nascido em 1984, em São Paulo, Renan iniciou sua trajetória política durante passagem pelo curso de Direito na USP (Universidade de São Paulo). Leia também: Clima em Agosto: Chuvas no Nordeste e Sol no Sudeste Brasileiro

No entanto, não concluiu a graduação e deixou a faculdade para trabalhar com o pai em um grupo empresarial. Renan é um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), que se notabilizou por articulação e organização das manifestações que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff. O empresário defende críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018, contudo, Renan e o MBL chegaram a apoiá-lo. Pouco depois do início do governo, porém, distanciaram-se e romperam formalmente com Bolsonaro por causa de divergências relacionadas a pautas econômicas e de combate à corrupção.

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