Andreza MataisColunas Renan Santos: visita de Flávio a Vorcaro foi para tirá-lo da delação. Vídeo Em entrevista ao Metrópoles, Renan Santos diz que Flávio visitou Vorcaro para combinar que mineiro não o citasse em delação premiada atualizado Segundo o pré-candidato da Missão à Presidência da República, Renan Santos, a visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, do banco Master, teve por objetivo combinar que o empresário mineiro não o mencionasse em delação premiada.
O encontro entre Flávio e Vorcaro, no fim do ano passado, foi revelado pelo Metrópoles e depois confirmado pelo pré-candidato do PL. Nesta semana, a Polícia Federal recusou a delação de Vorcaro sob o argumento de que ele não apresentou informações novas — o financiamento ao filme Dark Horse, negociado com Flávio, foi uma das omissões. “
Leia no AINotícia: Panorama do Entretenimento: Notícias da Semana em TV, Eventos e Cultura Pop
O que eu estou sabendo de bastidores é que a visita do Flávio ao Vorcaro (no começo de dezembro, logo antes do senador ser indicado como pré-candidato do PL à Presidência) era tratando de sair fora da delação (de Vorcaro)”, disse Renan Santos em entrevista ao Metrópoles, na tarde desta quinta-feira (21/5). “Ele (Flávio) percebeu que deu problema e, aparentemente, obteve um combinado com o Vorcaro de não entregá-lo. Tanto que ele ficou seguro e saiu fazendo seu périplo junto a empresários e visitas ao mercado financeiro.
E dizendo que só esteve com ele uma vez, mas não houve nada. Achou que estava seguro”, afirmou Renan Santos. Aos 42 anos, Renan Santos é fundador e presidente do Partido Missão e um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que surgiu em 2014 e ganhou destaque por articular o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Na última pesquisa Atlas Intel, divulgada na terça-feira (19/5), Renan aparece em terceiro lugar, com 6,9% das intenções de voto. Em Brasília para participar da XXVII Marcha dos Prefeitos, Renan Santos falou também sobre segurança pública, facções criminosas, pacto federativo, ajuste fiscal e a saída de pré-candidatas mulheres do MBL. Leia também: NBA volta ao noticiário após novo desdobramento
Leia abaixo os principais trechos da entrevista. Metrópoles — Como mostramos na coluna, a campanha do senador Flávio Bolsonaro condicionou a participação dele em debates à sua ausência. O que você diria a Flávio se pudesse encontrá-lo em um debate?
Renan Santos — Eu não estou surpreso. Flávio parece me enxergar como um demônio ou alguém que vá persegui-lo. Na verdade, eu não precisaria fazer muita coisa para constranger o Flávio.
Se eu tiver, em um debate, o espaço para falar sobre uma proposta e ele tiver que falar sobre o mesmo tema do outro lado, o contraste já vai machucá-lo. Existe um problema no Flávio de contraste. Ele não consegue construir uma sentença bem feita ou apresentar uma ideia original que vá seduzir o eleitor.
Eu vou confrontá-lo. Vou falar sobre o passado dele, sobre o Adriano (da Nóbrega, ex-soldado do Bope que se tornou miliciano, morto em 2020), que estava no gabinete dele, com sua esposa e mãe empregadas lá como assessoras. E falar agora sobre esse escândalo recente (da troca de áudios com Daniel Vorcaro), que eu acho devastador para o Flávio.
E eu sei que os demais não falariam. Nem o (Romeu) Zema (pré-candidato do Novo), nem o (Ronaldo) Caiado (pré-candidato do PSD). Esses iam apenas fazer pequenas insinuações, como vêm fazendo para a imprensa. Mais de entretenimento
Metrópoles — Se você trouxer a questão do áudio dele com Vorcaro, ele pode trazer a questão dos áudios da viagem sua e de Arthur do Val à Ucrânia (de 2022). O que você responderia a ele? Renan Santos — Da nossa parte, o que houve foi o escândalo heterossexual de um áudio infeliz, mas no mínimo engraçado, do meu amigo Arthur.
Em que absolutamente zero reais foram desviados, e não houve nenhum crime cometido. Do outro lado, o áudio atesta uma relação que necessariamente é criminosa. Pouco se falou ainda, mas eu tenho certeza de que isso será aprofundado pela imprensa e pelas investigações sobre a contrapartida.
Ninguém coloca cento e poucos milhões de reais adiantados em um filme B — B de “bomba”, uma porcaria de filme — sem ter algo como contrapartida. Se eu partir dessa premissa, então o contrato da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes era apenas uma consultoria; o Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda) foi contratado para falar de economia. É óbvio que não, e é óbvio que existe uma troca de favores. Leia também: Tarcísio: Memorial da América Latina entra em plano de privatização
A lógica da compra de autoridades do Vorcaro era essa. Saberemos os detalhes dessa relação com o Flávio logo mais. O que eu estou sabendo de bastidores é que a visita do Flávio ao Vorcaro (no começo de dezembro, logo antes do senador ser indicado como pré-candidato do PL à Presidência) era tratando de sair fora da delação (de Vorcaro).
Ele (Flávio) diz que foi ao Vorcaro para falar: “ Nunca mais fale comigo, agora que você tem um escândalo!
”. O mesmo Flávio que anda com o Valdemar (da Costa Neto, presidente do PL), com o Willer Tomaz (advogado). Mas, aparentemente, a conversa foi sobre delação.

E foi tratar disso. “Me tira fora dessa”, foi o que ele foi dizer. Metrópoles — Pode dar mais detalhes?
Renan Santos — É que aí eu teria que entregar as minhas fontes. Não sou jornalista, mas tenho que preservar as minhas fontes (…).

Leia também no AINotícia
- Tarcísio: Memorial da América Latina entra em plano de privatizaçãoEntretenimento · agora
- João Guilherme é O Rei da Internet: As estreias imperdíveis da semanaEntretenimento · 4h atrás
- NBA volta ao noticiário após novo desdobramentoEntretenimento · 4h atrás
- próximo jogo do palmeirasEntretenimento · 9h atrás

