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Remédio experimental da Eli Lilly mostra perda de peso próxima à cirurgia

Um dos escritórios da farmacêutica Eli Lilly em San Diego, Califórnia

Remédio experimental da Eli Lilly mostra perda de peso próxima à cirurgia
Um dos escritórios da farmacêutica Eli Lilly em San Diego, Califórnia. (Foto: Mike Blake/REUTERS)
Um dos escritórios da farmacêutica Eli Lilly em San Diego, Califórnia. (Foto: Mike Blake/REUTERS)

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Uma injeção experimental ajudou participantes de um grande estudo a perderem muito mais peso do que com os remédios contra obesidade já disponíveis no mercado, anunciou na quinta‑feira (21) a Eli Lilly, fabricante do produto.

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Entre os pacientes mais pesados do ensaio clínico, os resultados foram comparáveis aos observados com a cirurgia bariátrica do tipo bypass gástrico, hoje o único tratamento realmente eficaz para a maioria dos casos de obesidade grave.

O medicamento, chamado retatrutida, parece ser o mais potente até agora em uma onda de injeções e comprimidos que vêm transformando o tratamento da obesidade — a ponto de alguns participantes de outros estudos relatarem que interromperam o uso porque sentiram que estavam emagrecendo demais.

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Se o efeito do remédio não diminuir com o tempo e se os resultados na prática reproduzirem o que foi visto no estudo clínico, ele pode ampliar o que se entende hoje como o potencial de um fármaco para perda de peso.

Os efeitos potentes do medicamento, porém, têm um custo. Em doses mais altas, ele frequentemente causa efeitos colaterais gastrointestinais tão incômodos que alguns pacientes desistem do tratamento.

Segundo a Eli Lilly, 11% dos participantes que receberam a dose mais alta abandonaram o estudo por causa dos efeitos adversos — proporção maior que a observada com remédios contra obesidade menos potentes já disponíveis.

Todos esses fármacos costumam provocar náusea, vômito, diarreia e constipação, mas, em geral, os quadros graves são raros.

A Eli Lilly ainda não pediu aprovação regulatória, mas o medicamento já desperta enorme interesse. Mais de economia

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À medida que os relatos sobre os bons resultados dos estudos da Lilly se espalham, alguns americanos passaram a recorrer à internet para comprar versões “piratas” vindas da China — o que vem preocupando médicos e pesquisadores, alarmados com o fato de esses pacientes não estarem sendo acompanhados e poderem sofrer danos.

Se for aprovado, a retatrutida vai entrar em um mercado cada vez mais concorrido. Ainda assim, alguns médicos avaliam que ela pode ser especialmente útil para os pacientes mais pesados, que precisam perder mais peso e têm resistência à cirurgia bariátrica. Leia também: Panorama Econômico: Mercado de Ações, Minério e Cenários Internacionais

Os resultados divulgados pela Eli Lilly vêm de um estudo randomizado com 2.339 pessoas obesas ou com sobrepeso. Aqueles que receberam a maior dose do medicamento perderam, em média, 70 libras (cerca de 32 quilos), ou 28% do peso corporal, após 80 semanas de tratamento, informou a empresa.

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Entre os participantes mais pesados, a perda foi ainda maior. Pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35 — faixa considerada obesidade moderada ou grave — foram avaliados após dois anos.

Nesse período, quem tomou a dose mais alta perdeu, em média, 85 libras (cerca de 38,5 quilos), ou 30,3% do peso corporal. Para comparação, pacientes submetidos ao bypass gástrico costumam perder entre 30% e 35% do peso em dois anos.

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