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Relatório aponta JK assassinado pela ditadura, em reviravolta histórica

Um novo parecer da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) sugere que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima da ditadura militar em 1976, e não de um

Um relatório elaborado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aponta que o ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) teria sido assassinado pela ditadura militar em 1976, contrariando a versão oficialmente aceita de acidente de carro. A informação, inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo G1 e TV Globo na última sexta-feira (8), representa uma possível reviravolta em um dos mistérios da história política brasileira. O documento, no entanto, ainda precisa ser aprovado em votação do colegiado da CEMDP para se tornar oficial. Leia também: Ex-marido incendeia ex-mulher e sogra; agressor é preso em Teresina

Uma Nova Versão para a Morte de JK

O parecer, com mais de cinco mil páginas, foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na CEMDP, e começou a ser analisado pelos conselheiros da comissão. Conforme o G1, o texto foi confeccionado a partir de elementos públicos, incluindo um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) de 2019. Embora tenha sido apresentado em 1º de abril na 7ª Reunião Ordinária da CEMDP, sua votação foi postergada. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), citado pelo G1, o relatório ainda está em análise e aguarda um contato prévio com os familiares de JK antes de ser submetido à votação, que ainda não tem data definida. A aprovação depende de maioria simples do colegiado.

Controvérsias e Versões Anteriores

A morte de Juscelino Kubitschek, ocorrida em 1976, sempre foi alvo de intensas controvérsias. A versão oficial, mantida pela ditadura militar na época, afirmava que o ex-presidente faleceu em um acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra, onde seu carro teria sido atingido por um ônibus durante uma tentativa de ultrapassagem. Essa versão foi, inclusive, reafirmada posteriormente pela Comissão Nacional da Verdade. Contudo, diversas comissões estaduais da Verdade, como as de São Paulo e Minas Gerais, e a comissão municipal paulistana, já haviam defendido a tese de um atentado político. Agora, o relatório da CEMDP reacende essa hipótese, apontando para o envolvimento da ditadura.

O Papel da CEMDP e a Reabertura do Caso

A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos foi instituída por lei em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com a missão de reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas por motivos políticos entre 1961 e 1988. Ela também busca localizar os corpos e emitir pareceres sobre os requerimentos de familiares de vítimas do regime militar. O pedido de reabertura da investigação sobre a morte de JK foi protocolado logo após a reinstalação da CEMDP, por solicitação de Gilberto Natalini, ex-presidente da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, e Ivo Patarra, de acordo com o G1. A relatora Maria Cecília Adão vinha trabalhando no documento desde novembro de 2024, em articulação com pesquisadores do tema. Leia também: Cantor Adriano Muniz é encontrado morto em apartamento no DF Mais de noticia

O que se sabe até agora:

  • Um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) sugere que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976.
  • A versão oficial vigente, e reafirmada pela Comissão Nacional da Verdade, é de que JK foi vítima de um acidente automobilístico.
  • O documento, com mais de cinco mil páginas, foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na CEMDP.
  • A votação para aprovação do relatório ainda não tem data e depende de contato prévio com a família de JK, conforme o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
  • Comissões estaduais e municipais da Verdade de São Paulo e Minas Gerais já haviam levantado a hipótese de atentado político.
  • O pedido de reabertura da investigação do caso foi feito por Gilberto Natalini e Ivo Patarra.

A possibilidade de que a morte de Juscelino Kubitschek tenha sido um assassinato político representa um marco significativo na revisão da história do período da ditadura militar no Brasil. Caso o relatório seja aprovado pela CEMDP, terá o potencial de reconfigurar o entendimento público sobre os eventos daquela época, reforçando a importância da busca contínua pela verdade e justiça para as vítimas do regime.

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