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Ler matéria →A cerveja sem álcool e os refrigerantes ajudaram a compensar a queda no volume de vendas de cerveja da Carlsberg, enquanto o setor de bebidas tenta se proteger de uma redução global no consumo de bebidas alcóolicas. A cervejaria dinamarquesa —dona de marcas como Kronenbourg, Poretti e Erdinger— registrou receitas de 47 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 37,92 bilhões) no primeiro semestre, alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de vendas de refrigerantes cresceu 7,8%, enquanto o de cervejas caiu 1%, segundo a companhia.
O volume de vendas de cerveja sem álcool aumentou 11% em todo o mundo, impulsionado por um avanço de 15% na Europa Ocidental. Os resultados mais recentes marcam uma recuperação das vendas da cervejaria, que sofreu uma queda de volume maior do que a esperada em 2025, após perder sua licença no Reino Unido para vender a marca espanhola San Miguel, cerveja que produziu durante 15 anos. A Carlsberg comprou o grupo britânico de refrigerantes Leia também: Economia: Panorama de Mercado e Notícias Relevantes
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Britvic em janeiro de 2025, em uma tentativa de diversificar suas operações para além da cerveja. A aquisição fez com que as vendas de refrigerantes dobrassem, passando a representar cerca de 30% das receitas do grupo em 2025. As economias de custos decorrentes da aquisição estavam adiantadas em relação ao cronograma, afirmou a empresa.
Cerca de metade das sinergias previstas, no valor de 110 milhões de libras (R$ 774,1 milhões), já havia sido alcançada no ano, ante uma expectativa anterior de 30% a 40%. Jacob Aarup-Andersen, presidente-executivo, afirmou que o crescimento dos lucros da empresa foi sólido, com "crescimento particularmente forte de refrigerantes e bebidas sem álcool", além de novas parcerias estratégicas com a japonesa Sapporo e a norte-americana PepsiCo. A empresa estreitou sua projeção de lucro para o ano, aproximando-a do limite superior da faixa. Mais de economia
Agora, prevê crescimento orgânico do lucro operacional de 4% a 6% no ano, ante a estimativa de 2% a 6% divulgada em abril. O setor de bebidas vem enfrentando os efeitos da queda no consumo de álcool, à medida que os consumidores adotam estilos de vida mais saudáveis e reduzem os gastos diante das pressões do custo de vida. A Diageo, dona da Guinness, anunciou na terça-feira (18) que deverá cortar até 5.000 empregos como parte de uma reestruturação destinada a simplificar os negócios sob o comando do novo presidente-executivo, Dave Lewis, após já ter reduzido seu quadro de funcionários em 2.000 pessoas no exercício financeiro anterior. Leia também: Após semanas de tensão, Flávio e Michelle Bolsonaro gravam vídeo de campanha
Em junho, a cervejaria holandesa Heineken nomeou o brasileiro Rafael Oliveira como seu primeiro presidente-executivo vindo de fora da empresa. Ele era CEO da JDE Peet’s e tem a missão de dar continuidade à atual estratégia de recuperação, que inclui um corte de 7% no quadro global de funcionários. Comentários
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