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Ler matéria →Recuo de Trump sobre pedágio em Ormuz indica dificuldade para encerrar guerra com Irã

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- Author, Anthony Zurcher
- Role, Correspondente da BBC News na América do Norte
- e
- Author, Kayla Epstein
- Role, Da BBC News em Nova York
- Published 15 julho 2026, 05:46 -03
- Tempo de leitura: 7 min
Na manhã de segunda-feira (13/07), em uma publicação nas redes sociais que anunciava a retomada de um bloqueio naval americano contra navios iranianos, o presidente Donald Trump afirmou que todas as embarcações que atravessassem o Estreito de Ormuz— incluindo as de aliados dos Estados Unidos— deveriam pagar um pedágio de 20% para reembolsar o país pelos "custos necessários para garantir segurança e proteção" em uma das regiões mais instáveis do mundo.
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No dia seguinte, porém, ele abandonou completamente a proposta e afirmou que buscaria "acordos comerciais e de investimento" com os aliados americanos no Golfo, sugerindo que os EUA poderiam oferecer passagem segura pelo estreito em troca dessas negociações.
A mudança repentina de posição foi mais um capítulo de um conflito que já dura mais de quatro meses e que, apesar de um "memorando de entendimento" firmado há cerca de um mês para estabelecer um cessar-fogo temporário e criar uma base para negociações, não dá sinais de estar próximo do fim.
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Trump pode estar relutante em escalar a guerra diante da impopularidade do conflito, da possibilidade de aumento nos preços de energia e dos riscos de que forças americanas e aliados voltem a ser alvo de ataques iranianos.
Mas o presidente também pode considerar pouco atraente a possibilidade de encerrar o conflito sem um acordo que ele possa apresentar como superior ao firmado pela administração de Barack Obama em 2015.
Acho que o desfecho mais provável é um não desfecho", afirmou Rosemary Kelanic, diretora do programa para Oriente Médio da organização Defense Priorities.
"Isso se transformou em uma guerra de desgaste, e guerras de desgaste tendem a durar um período muito, muito longo."
O memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) entre Estados Unidos e Irã— e as expectativas de que ele pudesse acabar com a guerra— fracassou às 10h16 no horário do leste dos EUA (12h16 em Brasília) nesta terça-feira (14/07), quando Trump anunciou na rede Truth Social a retomada do bloqueio americano contra navios iranianos, em meio a uma série de novos ataques militares dos EUA contra alvos no Irã. Mais de mundo
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Os iranianos responderam intensificando ataques contra aliados dos Estados Unidos e contra navios comerciais na região, fazendo o tráfego pelo Estreito de Ormuz voltar a praticamente parar. Leia também: Mundo: Panorama do Oriente Médio e curiosidades animais
Após quase um mês de negociações entre os dois países, marcadas por episódios de hostilidade que colocaram à prova a definição de um "cessar-fogo", Trump e o governo americano parecem enfrentar os mesmos desafios que marcaram grande parte da guerra com o Irã.
Do ponto de vista militar, os Estados Unidos vinham alcançando seus objetivos, considerando o número de navios, aviões e alvos iranianos destruídos e a redução da capacidade de defesa do país. Politicamente, porém, o conflito estava longe de ser resolvido.
Mesmo enfraquecido militarmente, o Irã ainda poderia impedir o acesso ao Estreito de Ormuz. E, a menos que os Estados Unidos estejam dispostos a ampliar drasticamente suas operações militares na região, há pouco que poderiam fazer para impedir essa estratégia.

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A proposta de Trump de uma taxa de 20%— possivelmente uma tentativa de tornar mais aceitável para o público americano o compromisso militar dos Estados Unidos na região— não era exatamente uma ideia nova. O presidente já havia sugerido esse tipo de acordo em outras ocasiões durante a guerra.

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