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A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) prorrogaram para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) por pessoas físicas que precisem emitir documentos fiscais. A mudança integra o processo de implementação da reforma tributária sobre o consumo.
Segundo o órgão, a decisão busca ampliar o prazo de adaptação dos contribuintes e permitir o desenvolvimento de um novo modelo simplificado de cadastro, inspirado no formato do Microempreendedor Individual (MEI).
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A regra atinge principalmente pessoas físicas que exercem atividade econômica de forma habitual, como autônomos, prestadores de serviço e produtores rurais com determinados níveis de faturamento.
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No caso de produtores rurais, a exigência se aplica a quem ultrapassa R$ 3,6 milhões anuais, enquanto autônomos e prestadores de serviço entram no novo modelo conforme regras de enquadramento da reforma.
Com a prorrogação, permanece válida até o início de 2027 a utilização dos atuais mecanismos de identificação fiscal por pessoas físicas para emissão de documentos fiscais. O governo também prevê a abertura de um ambiente de testes (sandbox) e a divulgação de manuais técnicos ao longo de 2026 para facilitar a transição. Mais de economia
O novo sistema de inscrição no CNPJ deve ser disponibilizado em novembro de 2026, antes do início da obrigatoriedade. A proposta é reduzir burocracias, digitalizar o processo e integrar a emissão de notas fiscais aos sistemas da reforma tributária. Leia também: Chuteira rosa, antena digital e cerveja zero são as novidades na lista
A mudança ocorre em meio à regulamentação da Lei Complementar nº 214/2025, que estabelece a criação dos novos tributos sobre consumo, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), pilares da reforma tributária em implementação no país.
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Agência O Globo
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