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Real Time Big Data: nova pesquisa testa impacto político do tarifaço dos EUA

A divulgação do levantamento está prevista para a próxima terça-feira (21)

Real Time Big Data: nova pesquisa testa impacto político do tarifaço dos EUA
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) - Flávio Bolsonaro (Saulo Cruz/Agência Senado)
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) - Flávio Bolsonaro (Saulo Cruz/Agência Senado)

Com 2.000 entrevistas a serem realizadas entre 18 e 20 de julho, a nova pesquisa nacional Real Time Big Data será a primeira a captar o impacto eleitoral da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre o Brasil na última quarta-feira (15). A divulgação do levantamento está prevista para a próxima terça-feira (21).

O resultado da pesquisa será um importante termômetro para as campanhas do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputam o saldo eleitoral em torno da relação entre Brasil e Estados Unidos.

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Atualmente, a campanha de Flávio tenta atribuir ao governo Lula a culpa pelas novas tarifas, enquanto o Palácio do Planalto volta a apostar na defesa da soberania nacional, e aliados do governo passam a acusar o clã bolsonarista de atuar nos Estados Unidos contra o Brasil em prol de interesses eleitoreiros. Leia também: Queijeiros suíços tentam preencher buraco nas vendas causado por tarifas dos EUA

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A pesquisa não trará uma pergunta objetiva sobre as tarifas impostas pelos EUA. Ainda assim, mudanças mais drásticas nos cenários de primeiro e segundo turnos podem indicar uma movimentação do eleitorado a partir da percepção sobre qual dos pré-candidatos teria sido “culpado” pela ação norte-americana.

A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (15), antes de o governo americano impor o novo tarifaço ao Brasil, mostrou que 51% dos eleitores concordaram com Lula ao afirmar que o senador Flávio seria responsável por eventuais novas sanções ao país.

O levantamento também revelou o impacto do tema no voto: 42% afirmaram que uma eventual decisão dos EUA contra o Brasil impactaria positivamente a disposição de votar em Lula.

A última pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 1º de junho, mostrou Lula à frente no segundo turno, com 45% ante 40% de Flávio. Apesar da vantagem numérica, o resultado indicou uma disputa equilibrada, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Mais de economia

Impacto de discursos e adesão às propostas

Além de trazer as intenções de voto para cenários de primeiro e segundo turno, o Instituto também trará a percepção dos eleitores sobre determinadas frases dos pré-candidatos, apoio a pautas como o fim da jornada 6×1 e até mesmo a reforma do Supremo Tribunal Federal. Leia também: Ida de Milei à convenção do PL estreia ‘turnê’ da direita latino-americana

Entre os temas sensíveis, o questionário coletará a opinião do eleitor sobre:

  • fim do foro privilegiado para deputados e senadores;
  • acordo com os EUA para industrializar e refinar minerais críticos;
  • castração química para quem cometa crimes sexuais;
  • implementação do salário mínimo por hora trabalhada;
  • classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral na quarta-feira (15), sob o número BR-09247/2026.

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