Líder do governo Lula no Senado é alvo de nova fase de operação contra Banco
Ler matéria →Quem são os aliados de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro no governo Trump e como eles atuam nos bastidores

Crédito, Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
- Author, Leandro Prazeres
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 14 min
O encontro de líderes do G7— fórum que reúne sete das maiores economias do mundo— acabou indicando que a boa "química" entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump pode ter ficado no passado.
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Os dois deixaram a reunião trocando críticas veladas entre si. Por um lado, Lula disse que não aceitaria interferências nas eleições brasileiras. Trump, por sua vez, afirmou que o Brasil havia se tornado "politicamente difícil".
O novo ruído entre Brasília e Washington chama atenção porque ocorre menos de um mês depois de o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter se encontrado com Trump e com um grupo de autoridades do governo norte-americano, numa demonstração do trânsito que sua família construiu junto à atual administração dos Estados Unidos.
Logo depois dessa viagem, os Estados Unidos anunciaram a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais e passaram a sinalizar a possibilidade de impor novas tarifas a produtos brasileiros como resultado de investigações conduzidas pelo governo norte-americano. Leia também: Líder do governo Lula no Senado é alvo de nova fase de operação contra Banco
A sequência de movimentos lançou luz sobre a proximidade de Flávio Bolsonaro junto ao governo Trump e, sobretudo, sobre quem são os principais interlocutores do senador nos Estados Unidos.
A BBC News Brasil apurou que os cinco principais nomes ligados a Flávio fazem parte de uma rede criada e alimentada ao longo de quase uma década, principalmente pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo é o filho de Bolsonaro apontado como uma espécie de "chanceler" informal do clã de direita e vive nos Estados Unidos desde o ano passado.
Nesta semana, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso de processo judicial. Segundo o STF, ele atuou nos Estados Unidos para tentar pressionar autoridades brasileiras e interferir no processo que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por golpe de Estado e tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito.
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Essa rede conta, segundo apurou a BBC News Brasil, com a atuação mais incisiva de pelo menos dois integrantes de escalões mais baixos do governo norte-americano— Darren Beattie e Ricardo Pita —, mas também passa por nomes de alto escalão, como o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-secretário de Estado Christopher Landau.
A existência desse grupo ficou evidente durante a viagem de Flávio a Washington, em maio, quando ele se encontrou com quatro desses cinco interlocutores: Rubio, Landau, Beattie e o estrategista político Jason Miller.
Nos bastidores, interlocutores de Lula avaliam que essa rede atua para empurrar o governo Trump na direção de uma postura mais dura contra a atual administração petista, à medida em que setores do governo republicano veriam com simpatia a possibilidade de um novo governo de direita no Brasil, supostamente mais pró-EUA. Leia também: Trump diz que Brasil é 'politicamente perigoso' e que 'querem prender Bolsonaro
O chefe para Américas da consultoria Eurasia Group, Christopher Garman, contemporiza a suposta influência de Flávio e sua família junto ao governo norte-americano.
"Existe, sim, um grupo que puxa o governo norte-americano na direção dos Bolsonaro, mas esse grupo foi colocado de lado por Trump no ano passado. Sim, eles têm contato com figuras importantes, mas Trump tem, hoje, uma postura mais pragmática em relação ao Brasil", diz Garman à BBC News Brasil.
A BBC News Brasil procurou Ricardo Pita, Darren Beattie, Jason Miller e o Departamento de Estado dos Estados Unidos, mas não houve retorno.
A seguir, conheça mais sobre os homens de Flávio no governo Trump.
Darren Beattie

Crédito, Governo dos Estados Unidos
Ricardo Pita

Christopher Landau

Jason Miller

Marco Rubio

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