‘Toda a direita vai estar unida no 2º turno’, diz Romeu Zema no 1º dia
Ler matéria →O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais será realizado pela Band neste domingo (16), às 20h, em Belo Horizonte. Cinco nomes confirmaram presença: Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e o governador Mateus Simões (PSD).
A emissora também convidou Patrus Ananias (PT), mas o deputado federal informou que não participará porque estará em São Paulo para um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Band adotou como critério partidos ou federações com ao menos cinco representantes no Congresso.
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O encontro coloca frente a frente candidatos que chegaram à eleição por caminhos bastante diferentes. Há um governador que assumiu o cargo há poucos meses, um ex-prefeito que tenta novamente comandar o estado, o senador que quase ficou fora da eleição, um representante do setor empresarial lançado pelo PL e um ex-vereador que resistiu às articulações para retirar sua candidatura.
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Minas Gerais tem mais de 16 milhões de eleitores e o segundo maior colégio eleitoral do país. A dívida do estado com a União, a situação fiscal e a necessidade de investimentos em infraestrutura e serviços públicos estão entre os assuntos que devem aparecer no debate.
Mateus Simões (PSD) Leia também: Paytrack amplia IA que gerou economia de R$ 90 MI em passagens aéreas
Mateus Simões chega ao primeiro debate como governador e candidato à reeleição. Ele assumiu o Palácio Tiradentes depois da renúncia de Romeu Zema, de quem foi vice e por quem foi escolhido para dar continuidade ao grupo político que governa Minas desde 2019.
A construção de sua candidatura começou antes mesmo de assumir o governo. Simões deixou o Novo e se filiou ao PSD em meio às articulações para suceder Zema, mas encontrou dificuldades para unificar a direita mineira. Republicanos e PL discutiram alternativas próprias durante meses, e as negociações acabaram produzindo candidaturas concorrentes.
A eleição será, para Simões, também um julgamento do legado de Zema. Ao mesmo tempo em que pode reivindicar a continuidade do governo, terá de responder diretamente pelos problemas herdados e pelas decisões tomadas desde que chegou ao comando do estado.
Cleitinho Azevedo (Republicanos)
A trajetória de Cleitinho até a candidatura foi a mais turbulenta entre os participantes do debate. O senador passou boa parte da pré-campanha liderando pesquisas, mas chegou a desistir da disputa e enfrentou resistência da própria direção nacional do Republicanos quando tentou voltar atrás. Mais de economia
Antes da crise interna, o parlamentar aparecia com ampla vantagem em alguns levantamentos. Em março, pesquisa Paraná Pesquisas mostrava Cleitinho com 45,6% das intenções de voto em um dos cenários testados, contra 18,4% de Rodrigo Pacheco e 8,7% de Simões.
A indefinição chegou a levar o Republicanos a considerar sua candidatura encerrada. Depois de desistência, apelos públicos e negociações com o comando do partido, Cleitinho conseguiu retornar à eleição. O movimento, porém, ocorreu quando o PL já havia decidido lançar Flávio Roscoe, ampliando a divisão do eleitorado de direita no estado.
Cleitinho é senador desde 2023 e já foi deputado estadual. Sua candidatura acrescenta ao debate um adversário que chega com mandato nacional e uma presença eleitoral construída em boa parte fora das estruturas tradicionais dos grupos que disputaram o governo mineiro nos últimos anos. Leia também: Ibovespa Futuro cai com exterior e mercado avalia medidas do Tesouro dos EUA
Alexandre Kalil (PDT)
Alexandre Kalil volta à disputa pelo Palácio Tiradentes quatro anos depois de ser derrotado por Zema no primeiro turno da eleição de 2022. Ex-prefeito de Belo Horizonte, terminou aquela eleição na segunda colocação e chega a 2026 como um dos candidatos mais conhecidos do eleitorado mineiro.
A definição de seu caminho partidário passou por diferentes etapas. Kalil deixou o PSD, passou pelo Republicanos e acabou se filiando ao PDT. A candidatura foi mantida mesmo após tentativas do PT de aproximá-lo novamente de Lula e construir uma composição para a eleição estadual.
Kalil já havia recebido o apoio de Lula na eleição de 2022, mas os dois se afastaram após aquela disputa. Neste ano, voltou a ser procurado pelo PT quando Rodrigo Pacheco resistiu a concorrer ao governo. As conversas não resultaram em acordo, e os petistas acabaram lançando Patrus Ananias.
Flávio Roscoe (PL)
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