Michelle abre guerra nas redes contra Flávio Bolsonaro e tenta influenciar
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Crédito, Domínio Público
- Author, Edison Veiga
- Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
- Published 12 junho 2025Atualizado 24 junho 2026
- Tempo de leitura: 9 min
Normalmente, os católicos celebram a morte do santo como aquele dia em que eles "nascem" para a Deus.
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João Batista foi o homem que, de certa forma, abriu as portas para a missão de Jesus.
Pregador itinerante nascido na Judeia, ele se tornou líder religioso de um grupo de judeus da época, exaltando a importância de valores como retidão e da prática da virtude.
No intuito de purificar as almas, lançava mão do batismo— realizado em cursos d'água, em cerimônias epifânicas. Leia também: Michelle abre guerra nas redes contra Flávio Bolsonaro e tenta influenciar
O batismo não foi uma invenção de João, pois já era praticado na época. A novidade trazida por ele foi o fato de que ele não restringia a participação aos judeus, permitindo também que o ritual servisse para a conversão dos considerados pagãos— e isso motivou polêmicas em seu meio.
De acordo com os textos bíblicos, João era parente de Jesus. Ele era filho de Zacarias, um sacerdote, e de Isabel, uma prima de Maria, a mãe de Jesus. Segundo a literatura sagrada, Jesus iniciou sua missão evangelizadora somente após ter sido ele próprio batizado pelo primo nas águas do Rio Jordão.
Para muitos, João é exaltado como o maior dos profetas.
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Como costumava acontecer em grupos religiosos daquela época— a exemplo do próprio Jesus —, as pregações de João passaram a incomodar o poder estabelecido.
Não se sabe exatamente a idade que João tinha quando foi morto, mas é certo que era mais velho do que seu primo Jesus.
Por muito tempo, pairavam controvérsias sobre a historicidade de João Batista. O principal documento, contudo, que atesta a sua existência é o livro Antiguidades Judaicas, escrito pelo historiador romano Flávio Josefo (37-100) provavelmente no ano de 94. Leia também: Os 4 processos judiciais nos EUA que podem mudar a forma como as redes sociais
"João Batista é um personagem bíblico, mas para além dessa referência também há um historiador muito importante, Flávio Josefo, que se refere a ele em suas obras. É um historiador que tem uma visão muito isenta, porque não é ligado à tradição cristã", pondera o estudioso de hagiografias Thiago Maerki, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e associado da Hagiography Society, dos Estados Unidos.
"Por muito tempo houve a controvérsia se João Batista existiu de fato ou se seria uma construção lendária, literária. Tudo indica que existiu de fato, por conta de testemunhos externos à Igreja. E talvez este [o livro de Josefo] seja o mais importante", acrescenta Maerki.

Crédito, Getty Images
O pesquisador ressalta que Josefo "se refere a João Batista" como alguém "que costumava reunir uma multidão em torno dele para ouvir sua pregação".
"Havia, portanto, muitos seguidores. E isso teria incomodado Herodes", narra Maerki.
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