Alcolumbre sai em apoio a Jaques Wagner e reclama de condenações antecipadas
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Published 18 junho 2026, 09:28 -03
Atualizado Há 59 minutos
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Alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18/06) para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo instituições financeiras como o banco Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) é líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado.
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Nascido no Rio de Janeiro, ele iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, em 1968, presidindo o diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) da capital fluminense. Sua carreira política, porém, foi construída essencialmente na Bahia.
Em 1973, Wagner deixou o curso de engenharia. Ele então se mudou para Salvador, onde trabalhou como técnico de manutenção no polo petroquímico de Camaçari e passou a atuar no movimento sindical.
Entre 1987 e 1989, presidiu o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica, conhecido como Sindiquímica, e conheceu Lula em um congresso de petroleiros. Neste período, também participou da organização da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, na Bahia. Leia também: Copa de 2026: por que 1 em cada 4 partidas pode ultrapassar o limite seguro
Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990. Depois, foi reeleito em 1994 e 1998.
Mais tarde, no governo Lula, ocupou os cargos de ministro do Trabalho, da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e das Relações Institucionais.
Em 2006, voltou à Bahia, onde foi eleito governador e exerceu dois mandatos consecutivos, até 2014.
Em seguida, assumiu o Ministério da Defesa, cargo que ocupou entre janeiro e outubro de 2015. Depois, comandou a Casa Civil até março de 2016, durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). No mesmo ano, também foi ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência.

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A nona fase da operação Compliance Zero
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A Polícia Federal disse que agentes estão cumprindo 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Outro alvo é o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno.
"Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte", afirmou a PF em nota enviada à imprensa.
"Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro."
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, emitiu uma nota na qual afirma que Jaques Wagner "é depositário de toda a nossa confiança".
"Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados", disse ele. "Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência."
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