ministério da previdência social: o detalhe que mais repercutiu
Ler matéria →'Ganhei viagem com tudo pago para a Copa do Mundo e tive o visto negado' A enfermeira Raphaela Coiado, 24 anos, não chorou quando ouviu que seu visto para os Estados Unidos havia sido negado. Nem quando o marido e os quatro outros parentes que foram com ela ao consulado, no Rio de Janeiro, saíram com o mesmo papelzinho branco na mão. Ela chorou na porta de casa, quando camisetas amarelas da seleção brasileira chegaram em uma mala temática da Coca-Cola.
O presente fazia parte de um kit que ela e o marido ganharam em uma promoção para viajarem à Copa do Mundo. Aquilo a deixou emotiva. "
Leia no AINotícia: Entretenimento: o que aconteceu
Mexeu comigo porque olhei e falei: 'Nossa, realmente está acontecendo. E a gente não vai", disse ela. "
Eu chorei muito." Uma viagem conquistada No início do ano, a Coca-Cola lançou uma promoção para seus parceiros: quem batesse as metas estipuladas e ficasse em primeiro lugar no ranking ganharia uma viagem para a Copa do Mundo em condições bastante especiais. Como o marido de Raphaela gerencia o setor comercial do supermercado da família, eles entraram na competição.
E ficaram em primeiro lugar quase o tempo todo. " Perto do final, chegou um momento que a gente quase perdeu a viagem. Mas na última semana deu para recuperar", conta Raphaela. Leia também: Entretenimento: Panorama | Filmes, Peças e Literatura em Destaque
A bonificação incluía duas passagens aéreas de ida e volta, cinco dias de hospedagem e um ingresso no camarote da Coca-Cola com comida e bebida de graça para o jogo entre Brasil e Haiti, no dia 19 de junho na Filadélfia. " Fiquei decepcionada pela perda da experiência.
Eu ia para uma Copa do Mundo que a gente sabe que é uma edição lendária, que muitos jogadores incríveis estão se aposentando e não vão jogar mais. Era minha oportunidade de vê-los. "
O custo de tentar— e de não ir O prêmio da Coca-Cola valia para duas pessoas, mas nenhum dos seis membros da família que poderiam usá-lo tinha visto. Raphaela, que vive em Hortolândia, no interior de São Paulo, não tinha nem passaporte. Ela correu para atualizar o nome no CPF e no RG— recém-casada, ainda não havia feito a mudança nos documentos— conseguiu tirar o passaporte em tempo curto e entrou no processo de solicitação de visto americano com o marido, duas cunhadas e seus companheiros.
A família contratou uma assessoria de vistos para os trâmites, como o preenchimento do formulário obrigatório e a lista de documentos a serem levados na entrevista. Mas a preparação para a entrevista ficou a cargo de cada um. Raphaela conta que passou semanas pesquisando na internet, assistindo a vídeos e simulando respostas com o ChatGPT.
" Não sei quantas simulações fiz pelo ChatGPT. E, pelo visto, não ajudou muito. Mais de entretenimento
" Como as vagas no consulado de São Paulo só estavam disponíveis para setembro— e a viagem era em junho —, todos foram para o Rio de Janeiro para uma viagem de dois dias. No consulado, o casal foi questionado sobre o grau de parentesco, destino e razão da viagem, qual a profissão de cada um e qual a renda familiar.
" Foi todo mundo reprovado. Não salvou um para passar.
" O consulado americano não informa o motivo da recusa. Raphaela tem suspeitas: interrupções do marido durante a entrevista, o fato dele trabalhar como Microempreendor Individual (MEI) e o de nenhum deles nunca ter viajado ao exterior antes— mas nenhuma certeza. Leia também: A Odisseia tem conexão com Duna;: o detalhe que mais repercutiu
Além da viagem perdida, a família contabilizou um prejuízo de aproximadamente R$ 5 mil no processo: as taxas do visto (cerca de R$ 900 por pessoa), o custo da assessoria, as passagens aéreas para o Rio de Janeiro, a hospedagem e a alimentação durante a estadia. O casal cogitou estender a estadia no Rio e tentar novamente antes da Copa. Decidiram que não valia o risco financeiro e emocional.
A família optou por vender a viagem pelo valor de R$ 25 mil. O negócio foi fechado em menos de um dia. "
Eu ainda estou sofrendo muito", diz ela. " Eu devolveria esse dinheiro se falassem:
Rafaela, a gente vai te dar o seu visto agora", diz. " Acho que nenhum dinheiro no mundo compra a experiência que a gente viveria.
" " Eu não queria nem assistir ao jogo da Copa este ano.


