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Quando comprar um jogo no lançamento? Veja como fugir do hype e economizar

Gaming burnout: Como identificar o cansaço mental causado pelo excesso de jogos Por Gabriel Cavalheiro • Editado por Jones Oliveira | • No fim do ano passado, o

Quando comprar um jogo no lançamento? Veja como fugir do hype e economizar

Gaming burnout: Como identificar o cansaço mental causado pelo excesso de jogos Por Gabriel Cavalheiro •

Editado por Jones Oliveira | • No fim do ano passado, o 'Gaming Burnout’ virou discussão entre vários criadores de conteúdo após um vídeo do canal Velberan sobre o assunto. Na ocasião, o criador desabafou sobre sua relação de esgotamento com o trabalho envolvendo videogames.

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O conteúdo em questão gerou muitas críticas entre os usuários. Alguns questionaram o fato de que o criador estaria reclamando de trabalhar jogando videogames. Já outros reprovaram a forma como Velberan abordou o termo Burnout.

Mas, afinal, é possível chegar a esse estado jogando ou trabalhando com videogames? O que é a síndrome de Burnout? Antes de mais nada, é importante definir o que de fato é a síndrome de Burnout e como ela se diferencia de um cansaço temporário comum.

A Organização Mundial da Saúde define a condição como uma síndrome resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Psicólogo clínico há mais de 13 anos e dono do canal Bits Retro, Rafael Marques (CRP: 06/121262) explica que o Burnout é caracterizado por um estado de exaustão emocional, mental e física no qual a pessoa sente que não tem mais energia para continuar suas atividades. A síndrome também afeta o sono e a alimentação, além de aumentar a irritabilidade. Leia também: Arsenal, City, United, Chelsea… veja onde assistir à última rodada da Premier

O Burnout envolve a perda total do prazer e do ‘brilho’ ao realizar tarefas e atividades. Embora Velberan tenha usado a palavra Burnout no título do seu vídeo, o próprio criador reconheceu a gravidade da condição e que seu caso era mais como um cansaço do que a síndrome de fato. Ao Canaltech, o criador Lucas "

Pão de Mel", dos canais Pão de Mel e Reboot, mostrou preocupação sobre a banalização da palavra Burnout num contexto de videogame. " O meu medo é banalizar essa palavra.

A gente começar a normalizar isso, porque é muito mais pesado do que parece", contou. Para ele, muitas vezes o que o gamer sente é mais um cansaço de jogar, como numa ressaca literária. Uma das melhores formas de diferenciar um cansaço temporário da síndrome de Burnout é que, no primeiro caso, a condição costuma passar quando as pessoas dão um tempo da atividade.

Já o Burnout exige medidas mais drásticas. Marques explica que apenas dormir mais ou "tirar férias" pode não resolver se a mentalidade e as pressões continuam as mesmas. Essa condição exige um maior autoconhecimento, ajuda profissional e afastamento total das atividades.

É possível chegar a um Burnout 'jogando videogames'? O Burnout pode e afeta muitas pessoas que trabalham com games, sejam criadores de conteúdo, jornalistas, streamers e jogadores profissionais de e-Sports. Essas atividades exigem acompanhamento e produção extensiva de conteúdo sobre videogames, que originalmente eram para ser encarados como um hobby, descanso e uma atividade prazerosa. Mais de tecnologia

Há um certo excesso em jogar videogame. As respostas ao vídeo de Velberan, ou de qualquer outro criador de conteúdo que estar cansado de trabalhar com games, mostram como as atividades relacionadas ao setor são vistas com um olhar de desdém. Pão de Mel conta que é difícil para o público ter empatia porque, externamente, parece que o trabalho é fácil e apenas sobre "jogar videogame", ou uma atividade que muitos fariam de graça.

Esse pensamento pode ser influenciado pela visão que as pessoas têm sobre jogos e como eles estão associados a lazer ou algo mais próximo de brinquedo. Neste sentido, Burnout passa a valer somente para ‘trabalhos de verdade’, o que, socialmente, não enquadra atividades relacionadas a games. Rafael Marques observou que, nos comentários do vídeo do Velberan, muitas pessoas invalidaram o cansaço do criador de conteúdo comparando a rotinas ‘como pegar ônibus na chuva de madrugada’.

O psicólogo ressalta que essa comparação é injusta, pois o sofrimento mental e a exaustão emocional são reais e impactam a vida das pessoas de formas diferentes. " Não estamos fazendo equivalências aqui em relação a quem tem mais desafios. Leia também: Células-tronco fazem 10 de 12 pacientes com diabetes tipo 1 pararem de usar

Se é a pessoa que tá em casa jogando, o pro player, ou se é o cara que vai de madrugada pegar o metrô na chuva. Estamos falando do esgotamento mental do indivíduo. Cada um tem uma régua, cada um tem uma forma de sentir.

Mas sente”, explicou o psicólogo. Para muitos profissionais que trabalham com videogames, o ato de jogar é, muitas vezes, a menor parte do processo. Pesquisa, produção de texto, gravação e edição costumam ser a maior parte do trabalho envolvendo a mídia.

Cada segmento conta com fatores que não envolvem jogar sem parar. Muitos seguem produzindo constantemente para não perder performance, engajamento ou relevância, o que pode levar a uma pressão e, por consequência, à perda de prazer e esgotamento. Além disso, os criadores, muitas vezes, não jogam no momento certo, nem mesmo podem se dar ao luxo de jogar o que quiserem.

Essa forma de trabalhar com os games transforma o lazer em uma obrigação comercial. Conforme Marques, os videogames deixam de ser uma válvula de escape e tornam-se uma fonte de estresse. Isso cria uma espécie de "gangorra

" na qual o que deveria divertir passa a gerar insatisfação. No fim das contas é possível ter Burnout 'jogando videogames'? A resposta é sim.

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