A causa do acidente em que homem quase foi sugado para fora de avião
Ler matéria →
Crédito, Reuters
- Author, Atahualpa Amerise
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 10 minutos
- Tempo de leitura: 8 min
A decisão da Colômbia de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã gerou polêmica e voltou a colocar esse estratégico território no centro da atenção internacional.
Leia no AINotícia: Nixonmaxxing: Jovens conservadores tentam reabilitar imagem de Richard Nixon
Israel ocupa o território desde 1967, e sua anexação não é reconhecida pela grande maioria dos países.
Na última segunda-feira (10/8), três dias após a posse do presidente Abelardo de la Espriella, a Chancelaria colombiana justificou a decisão pela "importância estratégica das Colinas de Golã para a segurança de Israel" e afirmou que o controle israelense do território é essencial para sua defesa.
Com isso, a Colômbia tornou-se o segundo Estado-membro da ONU, depois dos Estados Unidos, em 2019, a reconhecer a soberania israelense sobre esse planalto rochoso. Leia também: Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IA

Crédito, Getty Images
A medida é controversa porque contraria o consenso internacional e a Resolução 497 do Conselho de Segurança da ONU, adotada em 1981, que declarou nula e sem efeito jurídico a anexação das Colinas de Golã por Israel.
A Síria condenou a decisão da Colômbia e afirmou que recorreria a todos os meios diplomáticos e jurídicos legítimos para defender sua soberania.
A Liga Árabe, a Arábia Saudita e o Egito também condenaram a decisão, considerando que ela viola o direito internacional, e pediram ao governo de Bogotá que revisse sua posição.
A posição adotada pelo governo de De la Espriella faz parte de sua aproximação com Israel após o rompimento das relações diplomáticas durante a administração de Gustavo Petro, em maio de 2024. Mais de mundo
O novo governo colombiano concordou em restabelecer plenamente as relações e nomear embaixadores, retirar a exigência de vistos entre os dois países, transferir a embaixada da Colômbia para Jerusalém e retomar as exportações colombianas de carvão para Israel.
Também anunciou que deixaria o Grupo de Haia— que denuncia supostas violações de direitos humanos nos territórios palestinos —, e retiraria sua intervenção no processo movido pela África do Sul contra Israel perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ).
O que são as Colinas de Golã?
As Colinas de Golã são um planalto rochoso localizado no sudoeste da Síria, a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Damasco. Leia também: Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IA
O território abrange aproximadamente 1.800 km², dos quais Israel ocupa e administra cerca de 1.200 km² desde 1967.
O acordo de 1974 também criou uma zona de separação de aproximadamente 235 km², monitorada pela Força das Nações Unidas de Observação da Separação (FNUOD), uma missão de paz encarregada de supervisionar o cessar-fogo entre Israel e Síria. Desde dezembro de 2024, porém, tropas israelenses mantêm posições dentro e a leste dessa faixa.
Atualmente, as Colinas de Golã têm cerca de 60 mil habitantes, divididos quase igualmente entre colonos israelenses— aproximadamente 31 mil, que vivem em cerca de 35 assentamentos, segundo um relatório da ONU de 2026— e a população síria, majoritariamente drusa.
Israel tomou o território da Síria durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Crédito, Getty Images

Qual é a situação das Colinas de Golã?

A nova ocupação depois da queda de Assad

Décadas de negociações que fracassaram

Acontecimentos mais recentes

Leia também no AINotícia
- A causa do acidente em que homem quase foi sugado para fora de aviãoMundo · agora
- A causa do acidente em que homem quase foi sugado para fora de aviãoMundo · agora
- Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IAMundo · agora
- Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IAMundo · agora

