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Quais xaropes no Brasil têm clobutinol, substância proibida pela Anvisa?

Quais xaropes no Brasil têm clobutinol, ganha peso no noticiário por causa dos desdobramentos mais recentes.

Quais xaropes no Brasil têm clobutinol, substância proibida pela Anvisa?

Quais xaropes no Brasil têm clobutinol, substância proibida pela Anvisa? Entenda o que é clobutinol, banido por elevar o risco de arritmia cardíaca grave, e em que produtos ele era utilizado A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão da venda de medicamentos que contenham clobutinol, substância geralmente utilizada em xaropes para tosse.

A autarquia federal tomou essa decisão porque o clobutinol eleva o risco de arritmia cardíaca grave. “ Os riscos superam seus benefícios”, pontua a Anvisa na resolução publicada no Diário Oficial da União.

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Em nota, a agência explicou que, para a Gerência de Farmacovigilância, a situação é suficientemente grave para justificar a suspensão dos medicamentos que contenham a substância. Com a decisão, todos os remédios que contenham o princípio ativo devem ser recolhidos dos pontos de venda e não podem mais ser comercializados. O que é o clobutinol Trata-se de um antitussígeno — ou seja, um medicamento que combate a tosse — com ação direta no sistema nervoso central.

Em geral, ele era indicado para tratar tosse irritativa e não-produtiva, aquela mais seca. Também havia a indicação para antes, durante ou após exames ou procedimentos realizados no tórax ou no pulmão. Quais xaropes têm clobutinol?

No Brasil, o principal xarope que utilizava a substância em sua formulação era o Hytós Plus, da farmacêutica brasileira União Química. O produto, com ação antitussígena e antialérgica, combinava 4 mg/mL de cloridrato de clobutinol com 0,75 mg/mL de succinato de doxilamina. Além dele, também era possível encontrar versões genéricas nas farmácias, geralmente vendidas em caixas contendo um frasco de 120 mL de xarope — o que inclui uma opção atribuída à EMS, uma das maiores indústrias farmacêuticas do país.

O risco cardíaco Não é de hoje que se conhece a relação entre o clobutinol e problemas cardíacos. Na verdade, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) recomendou a retirada do medicamento do mercado ainda em 2007. O comitê responsável pela avaliação analisou estudos e concluiu que o uso do medicamento eleva o risco de arritmia grave com prolongamento do intervalo QT. Mais de saude

Nessa situação, o coração bate de forma mais espaçada, o que leva a taquicardias, desmaios e até à morte súbita. A própria farmacêutica que desenvolveu o clobutinol, a Boehringer Ingelheim, descontinuou voluntariamente seus produtos com a substância em 2007, após os alertas das autoridades. O clobutinol era usado desde 1961, sendo considerado bem tolerado, mas, à época, a Boehringer afirmou que o seu banco de banco de dados sugeria um potencial risco à vida, ainda que pequeno. Leia também: Rinoplastia ganha destaque após novo desdobramento em rinoplastia: entenda o procedimento feito por rafa justus influenciadora de 16 anos já passou duas vezes pela operação, com objetivos funcionais

“Considerando a indicação e as alternativas terapêuticas disponíveis, a Boehringer Ingelheim decidiu, no interesse da segurança dos pacientes, como medida preventiva, retirar proativamente do mercado seus produtos”, disse a empresa, em nota divulgada em 2007. No Brasil, estavam à venda versões genéricas, em geral combinadas com outros princípios ativos. A antiga indicações para esses produtos era: - Tratamento sintomático da tosse irritativa e não-produtiva: - Processos inflamatórios das vias respiratórias, devido a infecções ou outras causas;

- Antes, durante ou após exames ou procedimentos realizados no tórax, nos brônquios ou na pleura; - Depois de anestesia, especialmente após intubação

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