O prazo para declarar o Imposto de Renda termina no último minuto da próxima sexta-feira (29), mas deixar a declaração para as últimas horas pode ser arriscado. A principal recomendação de José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, é aproveitar o último fim de semana antes do encerramento do prazo para reunir todos os documentos e preencher a declaração com calma. De acordo com Fonseca, a maioria dos problemas que levam contribuintes à malha fina ocorre por erro de preenchimento ou por informações das quais as pessoas não tenham como comprovar.
"É só declarar despesas e rendimentos que possam ser comprovados. Se não houver recibo ou documento, o ideal é não informar o valor", diz ele. Especialistas consultados pela Folha listaram os cinco motivos pelos quais os contribuintes devem aproveitar o final de semana para enviar a declaração e não deixar o IR para os últimos minutos do prazo.
Leia no AINotícia: Panorama da Economia: Dólar Digital, IR e Renda Fixa
Veja quais são: Evitar congestionamento no sistema da Receita Federal Nos últimos dias do prazo, o volume de acessos ao site da Receita aumenta muito, e, embora o fisco esteja preparado, a alta procura pode causar lentidão ou até impedir o envio da declaração dentro do prazo, gerando multa.
Segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca, os dois últimos dias do prazo concentram um volume muito grande de acessos de contribuintes. Quem é obrigado a declarar e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano. Mudar o modelo da declaração para conseguir restituição maior
Quem comete ao erro ao declarar o Imposto de Renda deve enviar uma declaração retificadora. Caso contrário, cai na malha fina e não sai enquanto não acaba com a pendência. Isso impede o contribuinte de receber a restituição. Leia também: DC faz vídeo de IA mostrando Joaquim Barbosa como pré-candidato à presidência
O IR pode ser retificado enquanto houver erro, e não há um número limitado de declarações retificadoras, mas, se a correção for feita antes do final do prazo da declaração, o contribuinte poderá mudar o modelo de tributação, de simplificado para completo, ou vice-versa, caso seja mais vantajoso. Depois de passado o prazo do IR, não é mais possível mudar esse modelo e, se houver alguma diferença no valor da restituição ou do imposto a pagar, o contribuinte poderá ficar no prejuízo. Reunir documentos e fugir da malha fina
O consultor tributário David Soares, da IOB, lista, entre os cinco motivos para declarar quanto antes, a possibilidade de reunir toda a documentação necessária e buscar ajuda especializada de consultores e contadores, caso seja necessário. Segundo ele, nos últimos dias, há dificuldade de conseguir suporte especializado, já que contadores e consultores ficam com a agenda lotada. Informação confirmada por José Carlos Fonseca, supervisor do IR.
Segundo Fonseca, cerca de 5% das declarações acabam retidas em malha fina. Com a expectativa de aproximadamente 40 milhões de declarações entregues neste ano, a Receita estima que cerca de 2 milhões possam passar por algum tipo de retenção, número considerado dentro da normalidade. Caso o contribuinte perceba depois que esqueceu algum documento ou informação, ainda é possível fazer uma declaração retificadora.
A recomendação dos especialistas é enviar dentro do prazo e corrigir depois, se necessário, evitando a multa por atraso. Ter tempo para fazer as contas e avaliar se pagará o imposto à vista ou parcelado O contribuinte pode parcelar o Imposto de Renda em até oito cotas.
A primeira delas tem de ser quitada até sexta-feira (29), quando acaba o prazo da declaração. A partir da segunda cota, é possível colocar em débito automático. No entanto, o pagamento parcelado tem correção, que pode aumentar em até 4% o imposto devido. Mais de economia
Quem declarar ainda nesta sexta tem tempo de avaliar se vai tirar algum dinheiro investido, por exemplo, e fazer o pagamento do Darf (Documento de Arrecadação das Receitas Federais) de uma só vez, economizando ao longo do ano. Dar tempo para a Receita processar a declaração antes do prazo final A Receita Federal tem capacidade para fazer o processamento da declaração do Imposto de Renda em 24 horas após a entrega.
Com isso, quem entregar o IR antes do prazo final, até a quinta-feira (28), por exemplo, pode saber, na tarde de sexta, se cometeu algum erro que pode levar à malha fina. Neste caso, o fisco irá emitir um alerta ao contribuinte quando ele fizer a consulta da situação fiscal —quem declara no aplicativo já tem essa informação enviada automaticamente— dizendo se a declaração foi processada ou não. O fisco alerta, no entanto, que pode haver algum atraso neste processamento, devido ao grande volume de declarações sendo enviadas e processadas.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026? Está obrigado a declarar o Imposto de Renda o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis —salário, aposentadoria, pensão e aluguel, por exemplo— acima de R$ 35.584 no ano. Há ainda outras regras que obrigam a declarar, como ter recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil ou ter bens e direitos acima de R$ 800 mil. Leia também: Grupo de k-pop Blackpink terá loja oficial temporária em SP; veja preços
Quem fez operações em Bolsa de Valores com soma superior a R$ 40 mil, passou a morar no país ou aqui estava em , quer compensar prejuízo de atividade rural ou vendeu bens sem isenção de IR ou com ganho de capital também é obrigado a declarar. Como fazer a declaração do IR? A entrega do imposto poderá ser feita pelo programa da Receita Federal (PGD), pelo sistema online no e-CAC ou pelo aplicativo, ou site da Receita da Receita, no MIR (Meu Imposto de Renda).
O prazo para prestar contas termina em 29 de maio. Quem é obrigado e perde o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano Ao iniciar a declaração, há três caminhos possíveis: importar os dados do ano anterior, começar do zero ou, quando liberada, ou utilizar a versão pré-preenchida.
Por enquanto, a opção mais prática é a importação, especialmente para quem usa o mesmo computador de 2025. Na abertura do programa, é preciso selecionar o tipo de declaração. A opção correta é a de ajuste anual.
A versão retificadora só deve ser usada em caso de correções. Ao importar os dados, o número do recibo da declaração anterior é incluído automaticamente. É preciso informar à Receita todos os rendimentos tributáveis recebidos ao longo do ano, como salários, aluguéis e outras fontes de renda.
Também devem ser declarados os saldos em contas bancárias acima de R$ 140, além dos rendimentos de poupança, mesmo que sejam isentos de imposto. Dívidas com valor superior a R$ 5.000 também precisam ser informadas, assim como saldo em bet do mesmo valor. O contribuinte deve ainda declarar todos os bens e direitos em seu nome ou de seus dependentes, como imóveis (casas, apartamentos e terrenos) e veículos, entre outros patrimônios.
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