Para 54%, o PL da Dosimetria foi aprovado para reduzir a pena de Bolsonaro; 34% dizem que foi aprovado para beneficiar todos.
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Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (17) mostra que 52% dos entrevistados são contra a redução das penas aos envolvidos no 8 de janeiro.
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Rejeição é maior entre os eleitores que se dizem de esquerda não lulista e menor entre os que se dizem bolsonaristas.
Leia no AINotícia: Panorama Político: Controversias e Investigações Marcam a Semana
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Para 54%, o PL da Dosimetria foi aprovado para reduzir a pena de Bolsonaro; 34% dizem que foi aprovado para beneficiar todos.
Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (17) mostra que 52% dos entrevistados são contra a redução das penas aos envolvidos no 8 de janeiro.
No dia 30 de abril, deputados e senadores derrubaram o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de Lei da Dosimetria. p residente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a lei uma semana depois, em 8 de maio. A decisão beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados por golpe de Estado no 8 de janeiro. Leia também: O que disseram Flávio, Eduardo e Mário Frias sobre financiamento de Vorcaro
A Quaest perguntou: Você é a favor ou contra as reduções das penas dos envolvidos no 8 de janeiro?
Veja os números:
- Contra: 52%
- A favor: 39%
- Não sabe/não respondeu: 9%
A rejeição é maior entre os eleitores que se dizem de esquerda não lulista e menor entre os que se dizem bolsonaristas. Entre eleitores independentes, 58% são contra a redução proposta; 31%, a favor; e 11%, não sabem ou não responderam.
A Quaest também perguntou aos eleitores se eles acreditam que o PL da Dosimetria foi aprovado para reduzir a pena de Bolsonaro ou a de todos os condenados. Mais de politica
Veja os números:
- Reduzir a pena de Bolsonaro: 54%
- Reduzir a pena de todos: 34%
- Não sabe/não respondeu: 12%
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos. Foram feitas 2.004 entrevistas em todo o país entre 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O que o Congresso aprovou
Em janeiro, o presidente Lula vetou todo o projeto por considerar que a redução das penas poderia estimular crimes contra a ordem democrática. Os vetos foram derrubados por ampla maioria de senadores e deputados. Mais uma derrota do governo. Na Câmara foram 318 votos pela derrubada do veto e 144 contra. No Senado, 49 votos a 24. A oposição comemorou.
Com a derrubada do veto, serão reduzidas as penas e o tempo em que os condenados pelos atos golpistas terão que ficar presos em regime fechado. O texto impede a soma das penas de dois crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Fica valendo apenas a punição considerada mais grave - com acréscimo de 1/6 até a metade sobre a pena. Estabelece também a redução de pena para crimes em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
Apesar de já estar em vigor desde 8 de maio, a redução de penas não é automática. Conforme a lei, ainda cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições aos condenados.
➡️ Para isso, a Corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou até por um ministro da Corte, que seja relator de um dos casos da tentativa de golpe.
- Jair Bolsonaro
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