Renovação de Memphis com o Corinthians pode melar; veja detalhes
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A suspensão do zagueiro Vitor Gabriel, do Internacional, após a entrada que quebrou a perna de Gabriel Pec, do Cruzeiro, dividiu os comentaristas no UOL News Esporte, do Canal UOL.
Enquanto Gabriel Sá e Walter Casagrande defenderam que a punição foi justa pela imprudência do lance e pelo risco do carrinho frontal, Mauro Cezar Pereira disse ver um ponto "discutível" na punição aplicada pelo STJD.
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Eu acho que foi justa a punição. Eu acho que você tem que punir a imprudência, que foi o caso do Vitor Gabriel, deu um carrinho que foi absolutamente imprudente, e a incompetência, que foi o caso do Internacional, do escritório que presta serviço para o Internacional. Uma entrada tão imprudente em um lance desnecessário, que não era necessário aquela força aplicada pelo Vitor Gabriel, que tira um jogador recém-contratado, um alto investimento do seu campeonato. Você tira ele do ano, praticamente, ele vai perder a temporada. Eu acho que ele tem que ter essa punição.
Gabriel Sá
Mauro Cezar concordou que a jogada foi imprudente, mas disse que não viu "maldade" no lance e apontou um problema de segurança jurídica em relação à decisão inédita do tribunal.
Acho que o ponto discutível é que, do nada, eles nos vieram dar uma punição desse tipo. Isso nunca tinha acontecido. Se for para fazer isso, tem que se definir que vai ser assim. A partir de agora vai ser assim, isso tem que ser definido dessa maneira. E ficar bem claro quais são os critérios.
Mauro Cezar Pereira
Na avaliação do comentarista, sem um critério claro, a decisão abre margem para novas controvérsias em casos futuros, inclusive em lances em que haja lesão grave sem entrada violenta. Mais de esporte
Casagrande discordou, lembrou que o carrinho frontal é um lance naturalmente perigoso no futebol e disse que o defensor sabia que poderia machucar o adversário com a entrada. Leia também: Zagueiro do Inter, Victor Gabriel é suspenso pelo STJD até que Gabriel Pec
O carrinho de frente é proibido por regra. Então, o zagueiro do Internacional, quando ele deu o carrinho de frente, ele sabia muito bem que ele já ia cometer uma falta e que seria uma entrada violenta e que ele poderia machucar o adversário. Carrinho de frente é covarde. Carrinho de frente você vai machucar o adversário. A suspensão, desse jeito, foi justa.
Walter Casagrande
Mauro Cezar ressaltou que também viu o lance como imprudente, mas cobrou o STJD de transparecer critérios para decisões semelhantes de agora em diante.
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