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PT prevê campanha de Lula com R$ 126 mi e turbina montante ao Senado

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty, em

PT prevê campanha de Lula com R$ 126 mi e turbina montante ao Senado
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O PT definiu nesta sexta-feira que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter R$ 126 milhões do Fundo Eleitoral, e reservou cerca de R$ 326 milhões para as campanhas de deputados e senadores. Para os candidatos a vagas no Senado o valor reservado é de R$ 61,9 milhões, o equivalente a 10,08% do total do Fundo Eleitoral— um aumento proporcional de quatro vezes se comparado ao reservado em 2022 (2,48% dos recursos naquele momento).

Neste ano, as candidaturas ao Senado Federal se tornaram prioridade entre os partidos políticos, pelo fato de que ⅔ das vagas estarão em disputa —em 2022, foi eleito um novo senador por estado. O aumento da fatia prevista do fundo para os concorrentes ao Senado entre uma eleição e outra é maior do que o crescimento das cadeiras que estarão abertas.

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Aliados de Jair Bolsonaro ( PL) têm atuado para aumentar a bancada de direita na Casa, mudando a correlação de forças atual, e pressionar para que avancem pautas que miram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), o que acendeu um sinal de alerta entre petistas. Há também a avaliação que é preciso reforçar a bancada de aliados nas duas Casas para dar maior governabilidade a Lula num eventual quarto mandato. Desde que assumiu, em janeiro de 2023, a relação do Planalto com o Congresso foi marcada por alta instabilidade e momentos de maior e menor afastamento entre a cúpula do Legislativo e o governo federal. Leia também: Quem são os políticos com pior imagem no Brasil? Veja ranking da Atlas

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No encontro desta sexta, o partido fixou o percentual do fundo que cada bloco de candidatos— governos estaduais, Senado, Câmara e Assembleias Legislativas— receberá neste ano. Ficou definido o seguinte rateio, segundo três petistas que acompanham a reunião: presidente (20,64% do Fundo Eleitoral), governos estaduais (11,70%), Senado Federal (10,08%), Câmara dos Deputados (43,06%) e Assembleias Legislativas (8,13%). Num segundo momento, os petistas deverão discutir as prioridades e a divisão desse montante dentro de cada um desses blocos.

Esses valores ainda poderão ser alterados, já que o PT aguarda definição do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE) sobre pedido formulado por partidos políticos para excluir algumas campanhas do cálculo da cota de recursos eleitorais para mulheres e pessoas negras.

A regra atual obriga os partidos a destinarem 30% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as candidaturas de pessoas negras e de mulheres. No entanto, não é especificado em qual nível das campanhas— se para vereador, deputado, senador, governador ou presidente— os recursos devem ser aplicados. Assim, a não obrigação de aplicar os recursos em certas candidaturas pode favorecer o repasses para campanhas de homens e pessoas brancas para cargos majoritários. O pedido dos partidos ainda está sob análise do ministro Kassio Nunes Marques, que preside o TSE.

Além disso, o PT também reservou uma fatia dos recursos para uma espécie de fundo de reserva (com 6,40% do total dos recursos do Fundo Eleitoral). A ideia é que esses valores sejam usados caso necessário remanejar essa divisão ao longo do processo eleitoral. Mais de economia

Governos estaduais

Até o momento, o PT terá sete representantes nessa disputa. Os governadores Rafael Fonteles, do Piauí, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará, buscarão a reeleição. Além deles, há Fernando Haddad, em São Paulo, Felipe Camarão, no Maranhão, Helder Salomão, no Espírito Santo, e Fábio Trad, em Mato Grosso do Sul. O PT também deverá lançar uma candidatura própria em Minas Gerais, mas ainda não há definição do nome. Marília Campos é favorita hoje, mas ela resiste a essa possibilidade e já declarou publicamente o desejo de manter sua pré-candidatura ao Senado.

A avaliação é que a eleição presidencial neste ano também será acirrada e é preciso aumentar a votação de Lula nos estados em que tradicionalmente a esquerda tem melhor desempenho e, sobretudo, diminuir a diferença de votos nas unidades da federação em que a direita tem melhor resultado nas urnas. O próprio Lula tem tratado em conversas com auxiliares e aliados da importância da eleição em São Paulo neste ano para o resultado nacional. Leia também: Diretor da PF diz que quebra de sigilo de Lulinha prova imparcialidade

No estado o favorito é Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição, mas o petista tem demonstrado otimismo com a campanha de Haddad. Em 2022, o presidente teve 44,77% dos votos no estado, ante 55,23% de Jair Bolsonaro. Aliados de Lula falam que é importante manter esse patamar de votos. Um integrante do PT que acompanhou a reunião desta sexta diz que a definição de dar maior fatia dos recursos para candidatos a governadores ocorreu, principalmente, pela candidatura de Haddad, tida como prioridade na sigla.

O PT terá um total de R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral este ano para bancar todas as candidaturas do partido. O PL de Jair Bolsonaro ficará com a maior fatia do fundo, recebendo R$ 881,7 milhões. Nesta quarta, o TSE decidiu atender a um pedido dos partidos políticos e manter para as eleições gerais deste ano os mesmos limites de gastos de campanha adotados no pleito de 2022.

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Agência O Globo

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