Campanha de Renan Santos anuncia ex-secretário do governo Lula para equipe
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Brasília
Luiz Inácio da Silva mais uma vez, e como sempre, cultuou a si no primeiro ato oficial de uma campanha em moto contínuo desde que a anterior oficialmente terminou, em outubro de 2022. Lula, sem dúvida, é o principal ativo do PT; a insistência na exaltação da figura alimenta a suspeita de que seja o único.
O partido se propõe a comandar o país pela sexta vez em 24 anos e o que lhe ocorre fazer para convencer o eleitorado a aderir ao plano é apresentar um muito bem montado e produzido show de sessão nostalgia.
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Um espetáculo para lembrar a quem não se lembra ou não viu acontecer a trajetória de superações e lutas do "brasileiro igualzinho a você" —como diz antigo slogan—, que escapou da fome, virou líder sindical, capitaneou a esquerda no país, enfrentou prisões, elegeu-se presidente e agora se propõe a bater o próprio recorde do terceiro para o quarto mandato no comando da República.
Itinerário vitorioso e incomum o bastante para justificar o destaque do personagem na política do Brasil.
Capital insuficiente, contudo, para oferecer as seguintes respostas aos cidadãos e cidadãs, saudosistas ou vanguardistas: 1- como vai se dar (se é que vai) o crescimento para o país sair do atraso e entrar no primeiro time das nações; 2- quando e de que modo o Estado será eficiente no fornecimento dos serviços obrigatórios; 3- qual o compromisso efetivo com a estabilidade econômica e as contas públicas ajustadas; e 4- até que ponto há disposição de investir no reequilíbrio entre os Poderes. Mais de politica
Nenhum dos demais oponentes toca a fundo nesses temas, além de passarem ao largo da urgência de se retomar territórios e frear o avanço da dominação pelo crime organizado. Leia também: Eleições 2026 ganha destaque após novo desdobramento em a campanha do candidato
Ficam todos devendo, embora o ônus da cobrança caia mais fortemente sobre Lula. Não sem motivo: em quase 12 anos de mandato não usou sua popularidade nem os dotes de excelsa criatura que julga ter para fazer enfrentamentos, implementar reformas necessárias e mexer de fato com as estruturas patrimoniais envelhecidas do Brasil.
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