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Ler matéria →Justiça PT aciona o TSE contra Flávio Bolsonaro por declaração falsa sobre urnas O senador associou falsamente as urnas eleitorais da Venezuela investigadas pela CIA com os equipamentos brasileiros A Federação Brasil da Esperança– composta pelo PT, PV e PCdoB– ajuizou uma representação eleitoral nesta quarta-feira 22 contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mira ainda o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e os deputados Júlia Zanatta (PL-SC) e Gustavo Gayer (PL-GO). No documento, os partidos pedem que os citados sejam obrigados a remover conteúdos que disseminam desinformação sobre as urnas eletrônicas, o pagamento de uma multa de 30 mil reais e que eles se abstenham de “reiterar, republicar ou propagar” a associação entre a empresa Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras. Na terça-feira 21, o senador associou urnas da Venezuela investigadas pela CIA com urnas brasileiras durante um evento com dezenas de representantes diplomáticos estrangeiros.
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Na ocasião, Flávio disse que muitas urnas utilizadas nas eleições do Brasil “têm a mesma origem” da Smartmatic– empresa venezuelana mencionada no documento da CIA como suposta responsável por uma fraude nas eleições da Venezuela. “ Leia também: Influenciador PTK tem novo habeas corpus negado e permanece preso em Maceió
O próprio teor do documento da CIA restringe-se, expressa e integralmente, ao contexto venezuelano. Isto é, não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro. O documento estadunidense e suas conclusões, sejam lá quais forem, não dizem respeito ao Brasil em nenhum aspecto, porém, essa circunstância é deliberadamente omitida ou descontextualizada pelos Representados em suas manifestações públicas”, sustentam os advogados da Federação.
Para eles, “trata-se de uma fraude informacional reiteradamente desmentida”. Antes disso, dizem os advogados, Eduardo Bolsonaro, Zanatta e Gayer mencionaram o documento da CIA sobre a Venezuela para descredibilizar as urnas brasileiras, tratando-se de “movimento de aquecimento temático” para disseminar desinformação eleitoral. A afirmação feita por Flávio já foi desmentida diversas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo a Corte, a Smartmatic jamais forneceu urnas eletrônicas ou desenvolveu os programas utilizados nas eleições brasileiras. O tribunal esclarece que todo o projeto tecnológico das urnas foi desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral. Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome Mais de noticia
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