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Projeto aprovado na Câmara proíbe multas por áreas desmatadas com base em

Texto aprovado em comemoração ao ‘Dia do Agro’ exige notificação para defesa prévia de produtor

Projeto aprovado na Câmara proíbe multas por áreas desmatadas com base em

Texto aprovado em comemoração ao ‘Dia do Agro’ exige notificação para defesa prévia de produtor. Ambientalistas criticam fragilização e ruralistas falam em ‘justiça’.


Câmara aprova projeto que enfraquece proteção ambiental

Câmara aprova projeto que enfraquece proteção ambiental

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) um projeto que impede a aplicação de embargos e sanções aos administradores de áreas que tiveram algum dano de cobertura vegetal identificado por imagens de satélites.

Leia no AINotícia: Panorama Político: Legislação, Cenário Eleitoral e Investigação

De acordo com esses estudiosos, a proposta fragiliza a fiscalização de áreas desmatadas e permite que os administradores fujam quando notificados pelas autoridades (leia mais abaixo).

Já os ruralistas dizem que a proposta faz justiça ao morador do campo, garantindo o amplo direito de defesa e ao contraditório. Leia também: Panorama Político: Legislação, Cenário Eleitoral e Investigação

Porque exige notificação prévia do administrador da área.

Com isso, o embargo deixa de ser imediato e abre-se margem para o produtor continuar com a derrubada da cobertura vegetal ou até fugir, segundo ambientalistas.

A multa fica proibida?

Não. O projeto permite a imposição de medidas cautelares em áreas desmatadas, mas ressalta que “não poderão ser utilizadas como instrumento de antecipação das sanções punitivas”.

Qual o prazo?

O texto é vago sobre o prazo para aplicação da sanção depois de feita a notificação, mais um ponto de crítica dos ambientalistas.

Conforme o projeto, a imposição de embargo ou de outras medidas administrativas cautelares poderá ter como base a detecção remota de alteração de cobertura vegetal ou de indícios de infração ambiental. Mais de politica

Nessa hipótese, no entanto, a proposta diz que “deverá ser assegurada prévia notificação do administrado para apresentação de esclarecimentos e documentos em prazo razoável”

O que dizem os dois lados?

Líder do Psol, Tarcísio Motta (Psol-RJ) que a barreira processual premia os desmatadores. Leia também: Flávio Bolsonaro articula visita à Casa Branca para agenda com Trump, dizem

“Este projeto fragiliza os mecanismos de fiscalização ambiental e impede que determinadas medidas cautelares que são preventivas aconteçam na urgência e na intensidade que são necessárias. O monitoramento remoto dessas áreas é eficiente. Ao colocar barreira processuais nesse processo, mais uma vez o que esse projeto patrocinado pela FPA faz nesta noite é premiar os desmatadores”, afirmou.

Autor do projeto, Lúcio Mosquini (PL-RO) disse que a proposta restaura a dignidade do produtor rural.

“Nós queremos que o satélite continue fiscalizado sim. Antes, porém, que dê o direito de defesa ao produtor rural. O ônus da prova hoje é todo do produtor, porque o satélite não se comunica. O que o satélite faz, através IA, é embargar. O que queremos é que antes desse embargo o produtor seja notificado”, afirmou.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) disse que em situação de desmatamento é preciso agir imediatamente.

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