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Produtora e Mário Frias contradizem Flávio e negam que Vorcaro pagou filme

As explicações de Frias, que é produtor executivo do filme, e da Goup Entertainment contradizem o conteúdo da nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Produtora e Mário Frias contradizem Flávio e negam que Vorcaro pagou filme
Mario Frias (PL-SP), deputado federal e ex-secretário nacional da Cultura (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)
Mario Frias (PL-SP), deputado federal e ex-secretário nacional da Cultura (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

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O deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora responsável pelo filme que retrata a carreira política de Jair Bolsonaro divulgaram nota para negar que o banqueiro Daniel Vorcaro tenha contribuído com recursos para a produção cinematográfica. As explicações de Frias, que é produtor executivo do filme, e da Goup Entertainment contradizem o conteúdo da nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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Flagrado em conversa com Vorcaro, o senador aparece pedindo dinheiro ao banqueiro no final do ano passado, como noticiado pelo site The Intercept Brasil e confirmado pelo Estadão. Na nota, Flávio Bolsonaro confirma que pediu dinheiro e que o pleito foi feito porque havia “atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”. Ou seja, o senador dá a entender que Vorcaro já tinha feito contribuições e que parte dos compromissos financeiros estavam atrasados. Leia também: Honda tem 1º prejuízo em 68 anos

Já Frias e a produtora Goup asseguram que não há recursos do banqueiro na produção. Em nota, o deputado bolsonarista diz que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, título do filme sobre Jair Bolsonaro que será lançado em setembro deste ano. “E, ainda que houvesse (dinheiro de Vorcaro), não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco”, sustenta o deputado.

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A empresa que responsável pela produção do filme Dark Horse repetiu o mesmo argumento de que não recebeu dinheiro de Vorcaro. “A Goup Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”.

As notas divulgadas nesta quarta-feira, 13, ainda revelam uma outra contradição. Apesar de Flávio e Frias sustentarem que na época do pedido de recursos não havia nada contra o dono do Banco Master, já era de conhecimento público que a PF investigava o banqueiro. Em áudio divulgado pelo site Intercept Brasil de mensagem enviada a Vorcaro, o próprio Flávio Bolsonaro menciona o fato de o banqueiro estar passando por dificuldades naqueles momento. O áudio é do final de 2025.

Veja a íntegra da nota do senador Flávio Bolsonaro

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ. Mais de economia

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Veja a íntegra da nota do deputado Mário Frias

Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:

  1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte – o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
  2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
  3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional – com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
  4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
  5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.

Veja a íntegra da nota da produtora do filme

A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar.

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