Novo método de criptografia quântica impede que mensagens cifradas sejam
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Até o ano de 2114, planeta continuará se afastando do Sol, alcançando regiões ainda mais frias antes de iniciar o caminho de volta
A atmosfera de Plutão pode estar começando a desaparecer à medida que o planeta anão segue sua lenta trajetória para regiões cada vez mais frias e distantes do Sistema Solar. Um novo estudo identificou os primeiros indícios de uma queda significativa na pressão atmosférica, sugerindo que os gases ao redor do corpo celeste podem estar congelando sobre sua superfície.
Plutão está se afastando cada vez mais do Sol
Plutão percorre uma órbita bastante elíptica ao redor do Sol. Até o ano de 2114, continuará se afastando da estrela, alcançando regiões ainda mais frias antes de iniciar o caminho de volta.
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Segundo os pesquisadores, este é o primeiro deslocamento de Plutão para essas regiões externas desde sua descoberta, em 1930.
À medida que a temperatura diminui, a atmosfera do planeta anão pode congelar gradualmente e se depositar sobre a superfície na forma de gelo. Leia também: Novo método de criptografia quântica impede que mensagens cifradas sejam
Primeiros sinais de mudança
- A equipe analisou observações realizadas entre 2017 e 2023 para acompanhar a evolução da atmosfera de Plutão;
- Os dados mostram que, entre a histórica passagem da sonda New Horizons, em 2015, e parte de 2021, a pressão atmosférica permaneceu praticamente estável;
- Entretanto, entre meados de 2021 e julho de 2023, os pesquisadores registraram uma redução de aproximadamente 16% na pressão da atmosfera;
- Os modelos utilizados no estudo consideram uma atmosfera rica em névoa, como a observada pela New Horizons durante seu sobrevoo;
- Segundo os autores, essa queda pode representar os primeiros sinais de um processo de colapso atmosférico.

Como cientistas estudam uma atmosfera tão distante
Nenhuma espaçonave está atualmente próxima de Plutão para acompanhar diretamente sua atmosfera. Além disso, mesmo os telescópios mais avançados enxergam o planeta anão apenas como um pequeno ponto luminoso.
Para contornar essa limitação, os pesquisadores utilizam um fenômeno chamado ocultação. Nesses eventos, Plutão passa exatamente na frente de uma estrela vista da Terra. Conforme a estrela desaparece atrás do planeta anão, sua luz atravessa a atmosfera de Plutão antes de ser bloqueada.
Ao medir cuidadosamente como esse brilho diminui e reaparece, os cientistas conseguem calcular características da atmosfera, como sua pressão e densidade.
Desde 2017, a equipe observou dez ocultações estelares. Em quatro delas, o mesmo evento pôde ser registrado simultaneamente por observatórios diferentes, permitindo comparar medições e analisar diferentes regiões da atmosfera. Mais de tecnologia
“Fico constantemente impressionada com o fato de que a simples técnica de observar uma estrela escurecer e reaparecer nos permite estudar uma atmosfera extremamente fina— com apenas alguns milionésimos da densidade da atmosfera terrestre— em um mundo com cerca de dois terços do tamanho da nossa Lua e localizado 30 vezes mais distante do Sol”, afirmou Sickafoose.
Atmosfera e superfície estão diretamente ligadas
Segundo os pesquisadores, à medida que a pressão atmosférica diminui, essa névoa tende a ficar menos densa e se concentrar em altitudes mais baixas. Leia também: CEO da Palantir chama setor de IA de “marxista” após lucro de R$ 5,6 bi
Os cientistas destacam que o comportamento da atmosfera está intimamente relacionado ao gelo presente na superfície de Plutão, embora muitos detalhes dessa interação ainda não sejam totalmente compreendidos.
Observações continuarão nas próximas décadas
Para os autores, ainda são necessários muitos anos de observações para confirmar definitivamente se a atmosfera de Plutão entrou em um processo permanente de colapso.
“Estamos em um momento particularmente interessante para Plutão. Nosso trabalho sugere que a atmosfera começou recentemente a perder pressão. Espero que possamos obter mais dados nos próximos anos e décadas para confirmar ou refutar essa tendência”, disse Sickafoose.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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