Lula e Zelensky se reúnem na França em meio a divergências sobre guerra na Ucrânia
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Gabriela Echenique
Brasília
Cinco meses após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, uma comitiva de empresários brasileiros visita a Venezuela, para entender o cenário político e econômico do país e discutir a instalação de empresas brasileiras por lá.
É a primeira missão oficial de empresários ao país vizinho neste ano. Ao menos 30 executivos estão dispostos a enxergar as oportunidades que a "nova Venezuela" oferece.
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A visita é capitaneada pela embaixadora do Brasil na Venezuela, Gilvania Maria de Oliveira. O Itamaraty vai ajudar na interlocução com os outros empresários. Na lista brasileira, executivos da Embraer, da JBS, Anfavea e entidades que representam os exportadores de carne e frutas. Leia também: Política: Panorama da Semana no STF, AGU e Debates Estaduais
Quem tem atuado também para fomentar as parcerias é o Chairman da Alvorada Heavy Industries, Paulo Buzanelli, que comanda uma empresa petrolífera instalada no país vizinho desde 2023.
"Antes, me chamavam de maluco. Agora, dizem que sou visionário. Hoje, o cenário é bem mais favorável, uma grande oportunidade ao empresário brasileiro. São países de cultura similar e que têm interesses mútuos", disse Buzanelli ao Painel.
A avaliação que ele faz é que as restrições mais duras antes impostas por Donald Trump estão sendo retiradas ou ao menos mitigadas. Além disso, lembra que os dois países têm uma boa relação de longa data.
A ideia é incentivar empresários a estreitar as relações comerciais com a Venezuela neste período de reconstrução, antes que outros países ocupem esse espaço. Mais de politica
Buzanelli admite que são poucos os que se aventuram. "Ainda existem algumas incertezas e isso afasta o investidor mais cauteloso. Mas a missão vai mostrar as oportunidades que temos", disse.
Em julho, outra missão será realizada no país. Desta vez, será uma agenda política, com a presença de parlamentares das comissões de Relações Exteriores e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Leia também: Lula e Zelensky se reúnem na França em meio a divergências sobre guerra na Ucrânia
Neste caso, o objetivo é promover encontros bilaterais com autoridades venezuelanas, tratar de comércio bilateral, integração energética e até cooperação regional na amazônia.
"Podemos ter uma aproximação em vários sentidos. O Brasil importa gás do Catar, por exemplo, quando pode trazer da Venezuela pelas estradas. O gás é usado hoje para operar as termelétricas aqui no Brasil", afirmou Buzanelli.
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