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'Prejudicou operação': PF reclama de sanção dos EUA que associou brasileiro

'Prejudicou operação': PF reclama de sanção dos EUA que associou brasileiro foragido ao PCC Crédito, Polícia Federal Legenda da foto, Investigações preliminares

'Prejudicou operação': PF reclama de sanção dos EUA que associou brasileiro
'Prejudicou operação': PF reclama de sanção dos EUA que associou brasileiro foragido ao PCC
Foto de um pequeno cofre cheio de notas de R$ 100 e R$ 50.

Crédito, Polícia Federal

Legenda da foto, Investigações preliminares identificaram movimentações superiores a R$ 10 bilhões, segundo a PF
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    • Author, Leandro Prazeres e Marina Rossi
    • Role, Da BBC News Brasil em Brasília e São Paulo
  • Published 3 julho 2026, 10:40 -03
    Atualizado Há 58 minutos
  • Tempo de leitura: 6 min

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (3/7) a Operação Exchange, que apura lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

Leia no AINotícia: EUA sancionam brasileiros e empresas e lavagem de dinheiro

Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira estão entre os 11 alvos de prisão temporária da PF. A BBC News Brasil apurou que Stella Stefanie foi presa e Shimada está foragido.

Na quarta-feira (1/7), ambos foram sancionados pelo governo de Donald Trump por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Além deles, as empresas de Shimada também foram sancionadas.

A Justiça autorizou a realização da operação no dia 2 de junho, mas houve dificuldade em localizar todos os alvos. Ainda assim, segundo a PF, a sanção americana causou prejuízo à operação, que teve de ser adiantada. Leia também: Como é o necrotério improvisado onde cadáveres se acumulam a céu aberto

A avaliação é que a decisão americana prejudicou a investigação brasileira, porque soou como um alerta aos investigados.

"Não houvesse essa designação, o desfecho seria outro… não localizamos (Shimada). Houve um prejuízo à investigação", respondeu o diretor da PF, Andrei Rodrigues, questionado pela BBC News Brasil durante um café com jornalistas na sede da PF, em Brasília.

As apurações da PF indicam que os investigados utilizavam um sistema estruturado para a movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptomoedas, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras.

Investigações preliminares identificaram movimentações superiores a R$ 10 bilhões, de acordo com a PF.

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Fim do content Mais de mundo

Ele foi investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo em um inquérito que apurou irregularidades no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. Leia também: 8 dos 10 países mais populosos do mundo não estão na Copa. Por quê?

As investigações levaram à denúncia oferecida à Justiça no ano passado contra Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, expulso do quadro associativo do clube por suposta tentativa de golpe com o patrocínio da VaideBet ao time.

Melo sempre negou as acusações.

Na época, Victor Shimada foi incluído na denúncia e chegou a ser detido provisoriamente por lavagem de dinheiro e furto qualificado. Segundo o Ministério Público de São Paulo, ele teria lavado R$ 35 milhões por meio de diversas contas em forma de criptomoeda.

No inquérito policial, os investigadores destacaram a rotina de voos de Shimada, que comprava bilhetes para diferentes destinos no mesmo dia da viagem.

Além disso, os investigadores destacam que, durante a apuração, foi constatado que Shimada possuía dois veículos, um Audi Q8 e um Porsche Taycan, valendo R$ 465 mil e R$ 593 mil, respectivamente. E que, em 2017, ele era dono de "dois veículos de baixo valor de mercado": um Fiat Palio e um Ford Del Rey, "indicando uma ascensão social acentuada entre os anos de 2017 e 2020".

Victor Henrique de Oliveira Shimada em uma foto com sua família, que aparece com o rosto borrado.

Suposto elo com o PCC

Victor Henrique de Oliveira Shimada
Legenda da foto, Victor Shimada seria o elo central entre operações do PCC e traficantes de drogas na Flórida, segundo o Tesouro americano

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