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Prefeito de Rio das Ostras se reúne com governador em exercício

Especial Publicitário Reunião marcou dia de atividades no Rio de Janeiro pela manutenção da distribuição do recurso

Prefeito de Rio das Ostras se reúne com governador em exercício
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Reunião marcou dia de atividades no Rio de Janeiro pela manutenção da distribuição do recurso.


O encontro com o governador reuniu vários prefeitos — Foto: Secom

O presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região dos Lagos - CONDERLAGOS e prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, foi recebido na tarde do dia 28, pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto de Castro, para tratar dos impactos da possível redistribuição dos royalties do petróleo e das participações especiais.

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A reunião contou com a presença de representantes de outros consórcios intermunicipais e entidades do Estado. E deu continuidade à mobilização realizada no início do dia, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), durante audiência pública da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Alerj, que debateu os impactos fiscais e orçamentários das ações ajuizadas no Supremo Tribunal Federal.

Como presidente do CONDERLAGOS, Carlos Augusto levou ao governador a preocupação dos municípios da Região dos Lagos e, especialmente, das cidades do interior do Estado, que podem sofrer graves consequências caso avance a redistribuição prevista na Lei nº 12.734/2012.

Segundo o prefeito, os royalties do petróleo não são privilégio, mas uma compensação constitucional aos municípios produtores e impactados pela atividade petrolífera.

“Levamos ao governador a realidade dos municípios, principalmente do interior, que podem ser profundamente atingidos por essa mudança. Rio das Ostras e outras cidades produtoras já convivem com a instabilidade provocada pela volatilidade do preço do barril de petróleo. Agora, uma redistribuição dessa dimensão pode comprometer serviços públicos, investimentos e a própria sustentabilidade financeira dos municípios”, destacou.

Durante a reunião, o presidente do CONDERLAGOS colocou o consórcio à disposição do Governo do Estado para contribuir no que for necessário e atuar de forma conjunta na defesa dos interesses do Rio de Janeiro. Mais de noticia

“Nos colocamos à disposição para ajudar, dialogar e lutar contra essa injustiça. Essa não é uma pauta isolada de um município. É uma pauta do Estado do Rio de Janeiro, dos municípios produtores e de toda a população que depende dos serviços públicos sustentados por esses recursos”, afirmou.

O governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, expressou preocupação com os possíveis impactos da mudança e informou que irá a Brasília para defender os interesses do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, é fundamental demonstrar como uma eventual redistribuição pode provocar um colapso histórico e sem precedentes nas finanças do Estado e dos municípios, afetando diretamente a população. Leia também: Clássico Mineiro: Cruzeiro e Atlético-MG se Enfrentam no Brasileirão

JULGAMENTO - O julgamento da ADI 4917, que trata da redistribuição dos royalties do petróleo, está pautado no Supremo Tribunal Federal para o dia 6 de maio. A preocupação de autoridades e entidades é que a validação da lei provoque perdas bilionárias para o Rio de Janeiro, atingindo áreas essenciais como saúde, educação, segurança, infraestrutura e custeio dos serviços públicos.

Para Carlos Augusto, a defesa dos royalties é também uma defesa da Constituição, do pacto federativo e da segurança jurídica.

“Não podemos aceitar que os municípios produtores sejam penalizados por uma mudança que ignora os impactos reais da atividade petrolífera. Se essa lei entrar em vigor, o prejuízo será devastador. Estamos falando do futuro das cidades, da capacidade de manter serviços essenciais e da vida das pessoas. O Rio de Janeiro não pode colapsar”, concluiu.
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