Institutos contornam regras em pesquisas eleitorais autofinanciadas
Ler matéria →Mulheres são maioria do eleitorado. Em meio a polêmicas envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro, pré-candidatos passaram a reforçar discursos sobre o tema. Veja o que dizem hoje, o que já disseram antes e quais propostas apresentam.
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Pré-candidatos à Presidência em 2026 passaram a reforçar discursos sobre mulheres em meio à disputa pelo eleitorado feminino, que representa 52,8% dos eleitores.
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Flávio Bolsonaro passou a defender a pauta das mulheres após a crise com Michelle, mas só apresentou projetos específicos sobre o tema em 2025 e 2026.
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Lula reforçou falas a favor da ampliação da presença de mulheres na política e sancionou a igualdade salarial, mas foi criticado por reduzir o número de ministras de 11 no início do terceiro mandato para 8 após trocas ministeriais.
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Romeu Zema defendeu mais mulheres na política e políticas para mães, mas associou a atuação feminina a características biológicas.
Os pré-candidatos à Presidência da República em 2026 intensificaram, nos últimos dias, discursos voltados às mulheres em entrevistas, eventos e publicações nas redes sociais. O movimento reflete a disputa pelo eleitorado feminino, maioria no país, e ocorre em meio às polêmicas envolvendo Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL). Leia também: Morre o jornalista Ebrahim Ramadan, editor por 18 anos do Notícias Populares
🔍 Segundo dados do Painel de Estatísticas Eleitorais do TSE de março de 2026, as mulheres são 52,85% do eleitorado brasileiro, com 82 milhões de eleitoras. Os homens são 73,8 milhões.
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O assunto ganhou força depois de uma crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A ex-primeira-dama divulgou vídeo em que relata ter sido desrespeitada pelo enteado em discussões políticas do PL.
"Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele", afirmou a ex-primeira-dama. Mais de politica
Flávio se desculpou e afirmou: "Nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai".
Dias depois, o senador fez uma live em defesa da pauta das mulheres e afirmou que o tema não deveria ser tratado como uma questão ideológica. Na quarta-feira (1º), divulgou uma nota e discursou em evento do PL Mulher repudiando as declarações de um aliado, o youtuber Paulo Figueiredo, sobre mulheres.
A manifestação ocorreu após Paulo Figueiredo dizer que "mulher vota muito mal" e atacar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As declarações tiveram repercussão negativa no entorno de Flávio, que busca ampliar o apoio entre o eleitorado feminino nas pesquisas de intenção de voto. Leia também: Institutos contornam regras em pesquisas eleitorais autofinanciadas
Veja as declarações e polêmicas dos pré-candidatos sobre o tema:
Flávio Bolsonaro
Cinco dias depois da publicação de Michelle, Flávio disse que a defesa das mulheres deve ser tratada como pauta econômica, não ideológica.
“As mulheres que sustentam mais de 70% dos lares brasileiros, que sofrem com a violência. Não adianta a gente negar isso, gente, porque essa pauta de mulher não é uma pauta de ideologia, é uma pauta de economia”, disse em entrevista ao podcast Estadão/Broadcast.
No Senado desde 2019, Flávio passou a apresentar propostas voltadas especificamente às mulheres em 2025 e 2026. Em 2025, apoiou uma PEC sobre o direito das mulheres a uma vida livre de violência. Já em 2026, apresentou dois projetos: um para criar unidades de pronto atendimento à mulher no SUS e outro para permitir que autoridades policiais concedam medidas protetivas imediatas em casos de violência doméstica.
Na pré-campanha, Flávio passou a apresentar um conjunto mais amplo de propostas para mulheres. Em entrevistas, diz defender prisão imediata e penas mais duras para agressores, castração química para estupradores, concessão de medidas protetivas por delegados no momento da denúncia, microcrédito e empreendedorismo feminino, creches e políticas para mães solo.
- Luiz Inácio Lula da Silva
- Romeu Zema
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