Mundo: Panorama com tensão Irã-Israel e visita de Xi Jinping
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- Author, Laura Bicker
- Role, Correspondente da China, BBC News
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Para o líder chinês, Xi Jinping, a Coreia do Norte é um vizinho que a China não consegue controlar totalmente, mas também não pode se dar ao luxo de perder.
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Os dois países costumam definir sua relação como um vínculo "selado em sangue", em referência à participação conjunta na Guerra da Coreia (1950-1953).
A China quer manter a estabilidade em sua fronteira e preservar sua influência na Coreia do Norte, sem ser arrastada para crises provocadas pelas ambições nucleares norte-coreanas.
Autoridades em Seul, na Coreia do Sul, avaliam que Xi pode tentar apresentar a China como mediadora entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, mas o governo chinês pode ter outros interesses. Leia também: Mundo: Panorama com tensão Irã-Israel e visita de Xi Jinping
Fontes diplomáticas ocidentais disseram à reportagem da BBC que a China acompanha com preocupação a aproximação entre a Coreia do Norte e a Rússia.
Depois de se reunir na semana passada com o presidente russo, Vladimir Putin, Xi pode querer garantir que também mantenha influência sobre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, sobretudo em um momento em que a China amplia sua presença no cenário internacional.
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O esfriamento das relações entre a China e a Coreia do Norte era perceptível, ainda que de forma discreta. Mais de mundo
Os dois países praticamente não celebraram o 75º aniversário de suas relações diplomáticas, em outubro de 2024. As manifestações públicas foram contidas.
No mês anterior, o embaixador chinês não participou das comemorações pelo aniversário de fundação da Coreia do Norte. Ao longo de todo o ano, também não houve encontros de alto nível, um contraste evidente com a aproximação cada vez maior entre Coreia do Norte e Rússia.
Essa aproximação crescente com a Rússia passou a preocupar a China. Leia também: PEC da Liberdade ou Escravidão? O que pode mudar no regime de trabalho por hora
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Coreia do Norte ampliou sua cooperação militar com o presidente russo, Vladimir Putin. O movimento culminou na assinatura de um pacto de defesa mútua durante a visita de Putin a Pyongyang, capital da Coreia do Norte, em 2024.
Segundo uma investigação da BBC, cerca de 2.300 soldados norte-coreanos morreram lutando ao lado das forças russas contra a Ucrânia.
A Coreia do Norte também é acusada de fornecer munições para o esforço de guerra russo em troca de petróleo e ajuda econômica, um movimento que alarmou os EUA e seus aliados e gerou preocupação na China, ainda que de forma menos pública.
"A China quer garantir que seus interesses em relação à Coreia do Norte sejam preservados em um momento de rápida aproximação entre Rússia e Coreia do Norte", afirma Ankit Panda, especialista em política nuclear do think tank (centro de pesquisa e debates) Carnegie Endowment for International Peace, dos EUA.

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